Naiara não processou a informação imediatamente. Achou que Pedro estava falando alguma bobagem.
— Acha que vai me enganar com esse tipo de mentira para eu voltar? Pedro! Você perdeu o juízo?
— É verdade, Naiara. Eu não estou mentindo — soluçou Pedro. — Se não acredita em mim, pode ir agora mesmo na delegacia de Rio Belo. A mamãe está lá. Eles disseram que dá para pedir liberdade provisória, mas eu não faço ideia do que fazer. Naiara, eu te imploro, não me vira as costas, por favor.
...
A mão de Naiara apertou o celular. Sua mente de repente virou um caos.
Pedro continuava chorando e implorando.
— Naiara, eu sei que a mamãe sempre te tratou mal, mas ela te criou. Ajuda ela, por favor.
— Você é a única família que me resta. Eu não sei o que fazer, não me abandona.
— Naiara...
Naiara respirou fundo.
— Me espere em casa.
Então, ela se virou para o motorista e ordenou:
— Para a Mansão Nº 1.
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A enorme mansão estava fria como uma câmara de gelo.
Pedro estava encolhido no sofá da sala. Ao ouvir as batidas na porta, saltou como uma mola.
Quando a empregada foi abrir, ele a interrompeu.
— Eu vou! Eu abro!
Ao abrir a porta e ver Naiara, foi como se ele visse sua salvação.
De tanto chorar, sua voz estava completamente rouca.
— Naiara...
Para ser franca, era a primeira vez que Naiara via Pedro num estado tão deplorável.
Toda a arrogância, a prepotência e os caprichos de antes haviam desaparecido.
Restava apenas uma figura patética.
Num gesto servil, Pedro abriu a sapateira, tirou um par de pantufas novas e curvou-se para colocá-las aos pés de Naiara.
— Aqui, as pantufas são novas. Guardei especialmente para você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...