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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 926

Ao encontrar José esperando do lado de fora do quarto, a expressão de Fausto ficou ainda mais sombria.

José o cumprimentou formalmente:

— Sr. Âncora.

Fausto retribuiu apenas com um resmungo gelado.

José não era ingênuo; percebeu a antipatia imediata. E a causa era óbvia: ele era o braço direito de Afonso.

Sabendo que não devia favores à família Âncora, José não sentia necessidade de suportar a arrogância de Fausto, mas, por uma questão de civilidade, manteve a postura impecável e disse:

— Sr. Âncora, já que o senhor chegou, não vou atrapalhar.

Desta vez, Fausto nem se deu ao trabalho de resmungar. Simplesmente abriu a porta e entrou no quarto.

José deu de ombros, virou as costas e foi embora.

Isabella estava encolhida debaixo das cobertas. Ao ouvir a porta se abrir, ela sequer se moveu.

Foi só quando uma mão acolhedora pousou suavemente sobre sua cabeça que ela virou o rosto.

— Irmão.

Fausto inclinou-se, deixando de lado qualquer vestígio de frieza.

— Por pior que as coisas estejam, você precisa cuidar de si mesma primeiro. Ainda bem que foi só uma hipoglicemia. Se você acabasse com a própria saúde, como eu iria justificar isso para o papai e para a mamãe?

Isabella sentou-se, apoiada por ele, mas só queria saber de uma coisa.

— Como você sabia que eu estava no hospital?

— Seu noivo me avisou.

Noivo...

Aquela palavra soava tão cortante naquele momento. Como uma faca revirando a ferida.

— Irmão... — Isabella hesitou, como se estivesse a ponto de confessar algo.

Fausto respondeu com voz terna:

— O que foi?

Ela mergulhou no silêncio por um longo tempo, até responder:

— Nada.

— Encontrei com ele quando estava subindo.

Isabella abaixou o olhar, disfarçando o vazio no peito.

— Ele tinha um compromisso, por isso foi embora.

— Nós sempre fomos assim. E sobre a mamãe, ele acabou de descobrir. O Afonso é um homem muito ocupado, então...

— Você me trata como um estranho agora? — Fausto disparou.

Isabella congelou.

— O que você está dizendo?

— Você ainda me vê como seu irmão de sangue?

Ela franziu o cenho perfeitamente desenhado.

— Por que você fala essas coisas? Quando foi que deixei de te ver como meu irmão?

— Então olhe nos meus olhos e me conte a verdade!

Um longo e pesado silêncio recaiu sobre o quarto.

A mágoa e a sensação de injustiça começaram a transbordar, e, sem que ela pudesse controlar, seus olhos se encheram de lágrimas.

Fausto, ao vê-la assim, perdeu a compostura por um instante.

Era a irmãzinha que ele sempre havia tratado como uma joia rara. Desde pequena, ela tinha o mundo aos seus pés. Ninguém nunca havia ousado fazê-la derramar uma única lágrima.

— Irmão... — Isabella puxou o ar, trêmula. — O Afonso quer cancelar o nosso noivado.

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