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Grávida de um mafioso romance Capítulo 194

Dois meses haviam se passado sem nenhuma pista que nos levasse ou direcionasse para o paradeiro de Luigi.

No primeiro mês foi tudo muito caótico, o Sr. Giovanni mandou vasculhar todos os hospitais, emergências e médicos que operavam sem licença no submundo da máfia. Chegou a invadir territórios inimigos, ameaçar começar guerras e até colocar algumas cabeças á prêmio se não encontrassem alguma informação útil. Ele estava desesperado, subornando para que a notícia do seu primogênito sequestrado não vazasse, entrando em contato com seus informantes na polícia para ver se conseguia alguma pista, qualquer coisa que trouxesse conforto para sua alma.

E por ele estar se descontrolando cada dia mais, fiquei encarregado de mantê-lo na linha e conter seus ataques de raiva. Nunca havia visto o pai de Luigi deixar seu lado emocional se sobressair do seu lado racional e calculista, nem nos seus piores momentos ele parecia tão perturbado quanto estava.

No segundo mês, conseguimos obter algumas informações sobre a direção em que o carro tinha tomado. Provavelmente o lado sul da Itália, o mais pobre e perigoso lado, nem mesmo as máfias seriam capazes de entrar em guerra por aquele território.

Não por medo do confronto, mas sim porque o lado sul não tinha futuro, nada prosperava ali. Muitas gangues foram se formando com o tempo e tomaram conta de todo o território. O lugar exalava violência de altíssimo grau, muitas injustiças aconteciam naquele meio, muitos roubos de pessoas honestas, estupros de jovens, muita prostituição e roubos de órgãos. Nem mesmo a polícia tinha alcance naquele lugar.

Enquanto a equipe de hackers em conjunto com Will tentavam descobrir mais coisas do lado sul, atraves de tentativas constantes de invadir a rede privada que obtinham para ocultar o mercado negro próprio deles, eu juntava alguns homens liberados pelo Sr.Giovanni para fazer uma pesquisa de campo pelos arredores daquela região. Tínhamos que ser discretos e cautelosos, fazendo assim minha pesquisa durar semanas para acabar não conseguindo nenhum resultado desejado, ou quase nenhum.

Will depois de eu ameaçar quebrar seus dedos e ele nunca mais poder encostar num teclado pelo resto da sua miseravel vida, me deu a localização do tal cara que havia vendido o vídeo que nos permitiu avançar nas buscas, e não me surpreendendo nenhum pouco quando vi que estava bem próximo á minha localização no lado sul.

Era esperado que ele não reagisse bem quando eu me anunciasse e pedisse para conversarmos sobre a origem do vídeo. Ele fugiu, correu e se escondeu, mas não o suficiente para mim.

Desço do carro, o frio do terrível inverno de Cavargna movimentava meu sobretudo preto e grosso, eu mau respirava quando empurrei o ferrolho enferrujado e abrir o portão de ferro. Meus passos eram calmos, entretanto meu coração martelava a minha cabeça. A culpa.

Carolina me mataria se soubesse que descobrir uma nova pista do paradeiro de Luigi e não contei á ninguém. Ela poderia me matar, mas eu não lhe daria mais informações falsas. Dois meses foram suficientes para retirar o brilho de esperança dos seus olhos e eu me recuso a lhe dar mais uma notícia frustrante.

- Cadê ele? - Pergunto ao me aproximar do homem baixo e magro amarrado á cadeira gasta de madeira, abaixo do nariz um filete de sangue seco e dois olhos roxos. Vestindo apenas uma regata branca e uma bermuda, ambas sujas do seu sangue. Me pergunto o que o mataria primeiro, o frio congelante ou os golpes fortes que quebrariam mais costelas. De fato, o seu tempo estava perdurando demais - eu deveria ter te matado quando me deu a primeira pista falsa, mas como sou impiedoso não te daria esse escape.

- Matteo, por favor.... eu j-juro, a fonte é segura! Ele está aqui... - dizia agitado, com os dentes tremendo.

- AONDE?! - grito, abrindo os braços e dando um giro lento para observar a antiga fábrica de carros, onde antes carros importados eram usados como fachada para o narcotráfico da máfia e agora era apenas um galpão vazio cheio de ferrugem e ratos. Gargalho, olhando o rato a minha frente - não estou vendo o primogênito do Sr.Benacci aqui, somente você, eu e alguns amigos.

Digo me referindo aos cinco homens de roupas pretas e agasalhados atrás dele. Quando o rato na minha frente disse que tinha a localização exata onde Luigi estava, fiz questão de não deixar barato caso fosse mais uma de suas mentiras para tentar nos despistar. E pelo visto estava certo, ainda bem que liguei para o Aurélio e pedi que o capturasse. Estava na hora de acabar com alguns ratos e hoje seria um belo dia para a morte de mais um miserável delator.

- Qual de vocês querem ser o primeiro á...

- Eu!

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