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Grávida de um mafioso romance Capítulo 195

Nunca pensei que estaria só nesse momento. Depois de tanto tempo sozinha na vida é difícil deixar alguém entrar, participar, ter um lugar ativo nela mas Luigi me fez questionar essa teoria. Ele chegou tão melindroso na minha vida, ganhando espaço na minha agenda e no meu coração. Arquivando memórias inesquecíveis na minha mente e memórias corporais indescritíveis em minha pele.

Cada beijo era como se assinassemos um contrato irrevogável de que eu era dele e ele era meu. Cada abraço era como se nos contagiássemos de amor e cada risada era a verdade explícita em nós, estávamos apaixonados e sempre estaríamos.

Aquele italiano, o mesmo que esbarrei duas vezes naquele casamento, o mesmo que foi atrás de mim no aeroporto com rosas, o mesmo que não conseguia desgrudar os lábios dos meus e nem me deixar tomar um único banho sem me pedir para repetir a dança que me viu fazer naquela bendita chamada de vídeo. O meu Luigi, que tanto me fez derramar lágrimas com suas mentiras, o mesmo que me fazia ficar louca de ciúmes e arriscar minha vida em varandas.

Exatamente o mesmo Luigi que me fez amá-lo e odiá-lo, que me garantiu todas as vezes ao olhar nos meus olhos nunca me abandonar, agora não estava ao meu lado. Não me lembro de ser tão dependente assim de uma pessoa, nem mesmo Marco tinha me feito criar uma necessidade sobre-humana de apego.

Não sou tão espiritualista, talvez um pouco iludida da vida, mas realmente aquele italiano gato me fez acreditar que existem dois amores na vida. O amor da minha vida, Marco, por mais repulsa que sinta até em pronunciar seu nome na minha mente, não posso negar que até certo momento ele tinha sido meu tudo no passado. E o amor para a minha vida, Luigi.

Maldito seja, bendito seja!

Eu amava aquele italiano, o meu italiano gato com sorriso contagiante que me fazia derreter como um picolé. Tento me lembrar da minha vida antes dele e parece que ela simplesmente nunca existiu. Aquele italiano que me tirou da bolha, me fez vulnerável aos seus sentimentos intensos, me fez sofrer e sorrir na mesma intensidade. Aquele maldito italiano que me fodeu até perder o resto de juízo que continha na cabeça não estava aqui como me prometeu e era injusto para um caralho!

Me sinto sendo rasgada, não de uma maneira que gostaria, e ele deveria estar aqui para que eu pudesse descontar toda a minha dor nele, arranhando-o, mordendo-o na intenção de que sofra como estou sofrendo. Que se arrependesse de ter trocado meus anticoncepcionais por malditas vitaminas. Mas ele não está e provavelmente não se arrependeria.

As luzes se passam rapidamente pela minha visão, a maca avançava mais rápido para dentro do hospital. Matteo nervosamente ajudava os paramédicos que pediam para que ele se mantivesse afastado. Logo a Dra.Ellen estava com uma expressão preocupada e me revistando, fazendo perguntas que eu não conseguiria responder.

Sabe quando sua mente desfoca do corpo? Como se você fosse apenas um telespectador assistindo á um filme no cinema? Era exatamente como eu estava me sentindo. Talvez fosse o choque por estar realmente á beira de ter um parto com sete meses de gravidez.

E como num passe de mágica, eu estava jogada á realidade novamente. A contração era como uma cólica menstrual só que mil vezes pior, agora entendia porque grávidas gritavam tanto, a dor era insuportável, estava quase implorando para a Dra.Ellen fazer uma cesariana, pois se acontecesse o parto normal eu morreria.

- PORRA! Ti castrerò, maledetto figlio di puttana! - xingava Luigi, enquanto me agarrava no braço da minha obstetra - doutora, não posso fazer parto normal, não completei nem nove meses e não vou aguentar a dor de um parto normal!

- Você vai aguentar, você é forte Carolina. Fizemos todos os exames e já estava previsto um parto normal antes, agora deixe-me fazer o meu trabalho, vai dar tudo certo - ela finge um sorriso encorajador porém a preocupação nas suas sobrancelha franzidas me deixava quase em pânico - confie em mim, vou fazer o meu melhor para você e nem o bebê correrem riscos.

- Eu vou entrar! - a voz feminina ao longe me fez recobrar um pouco mais a consciência e erguer o pescoço para chamar Giulia.

Ela seria minha acompanhante, na ausência de todos que eu gostaria de que estivessem do meu lado e de Luigi, Giulia com sua câmera em mãos era, sem dúvidas, a melhor opção. Minha mãe me mataria por dar a luz sem ela por perto e por não poder assistir, e arrisco até dizer que me mataria por não ter contato do sequestro de Luigi e por mentir toda vez que me perguntava porque ele não retornava suas ligações. Eu acabaria me sentindo ainda mais péssima!

***

- Aí meu Deus! Não vou conseguir, essa criança não vai sair, ela não quer sair! Doutora! - eu dizia aos berros, Giulia ao meu lado se contorcia de dor por eu estar apertando sua mão, entretanto mantia seu sorriso nervoso, suas palavras motivadoras e a câmera estabilizada.

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