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Grávida de um mafioso romance Capítulo 204

Droga de trânsito, droga de hotel distante, droga de despertador que não tocou. Como toda a confusão de ontem á noite, nem acabei tendo uma boa noite de sono. Tive que ajudar Matteo, mesmo ele dizendo que resolveria pondo gelo e ainda os gêmeos acharam melhor fazer competição de choro de madrugada, para minha sorte tinha Matteo do meu lado.

Entro no prédio com passadas apressadas, apertando rapidamente o botão do elevador. Por mais que Cassandra tenha me dado outra chance e soubesse da minha condição, não seria bom abusar da sua generosidade e chegar atrasada todos os dias. Agora, sou diretora assistente, o salário e as responsabilidades aumentaram.

Saio as pressas do elevador, arrumando a gola da camisa social preta, verificando o look uma última vez no espelho antes de continuar andando rumo á sala de reunião. Sou muito grata á Deus por ter meu corpinho de volta como era antes, agora poderia usar todas as roupinhas que comprei na Itália. Quase chorei de emoção quando entrei nessa calça jeans hoje pela manhã e quase chorei uma segunda vez quando deixei os gêmeos aos cuidados da minha mãe.

E por mais inacreditável, Roberto não estava em casa enchendo a tampa, estava trabalhando. Bem que vi uma nuvem escura no céu, vai chover!

Bato na porta mas parece que ninguém ouviu, abro a mesma e entro prestes a me desculpar pelo atraso quando meus olhos encontram o homem barbudo sentado na ponta da mesa, rodeada por funcionários da Montero. Lembro que vi uma mensagem de Cassandra avisando que teria um comunicado importante hoje pela manhã, mas não entendia o que Luigi estava fazendo aqui.

Ah não ser que ele... não mesmo! Os olhos verdes me encontram, um sorriso provocante nos lábios me deixou paralisada aonde estava.

- Eu já comi carolina - anuncia abertamente. Arregalo os olhos para ele, como Luigi tem coragem de dizer uma coisa dessas numa reunião da empresa? Justamente no meu local de trabalho, no meio das cobras para lhes dar mais motivos para fofocar sobre minha vida - uma delicia abrir ela e comer o docinho que ela esconde no meio, todo homem deveria ter o direito de provar uma vez na vida.

Nesse momento sinto que minha alma abandonou o meu corpo, eu só queria que a terra abrisse uma cratera no chão e me engolisse. Não me importaria nem um pouquinho de estar soterrada á sete palmos da terra, bem longe de Luigi e da sua vingança. Deve ser por isso que está me seguindo.

- Apesar de pequena, ela me manteve muito satisfeito da última vez que a comi, simplesmente delizioso - senhor, esse homem é louco!

Como ele tem coragem de falar da nossa intimidade assim, para quem quiser ouvir?

Eu lhe daria uma bofetada se eu não estivesse paralisada de vergonha aqui na porta.

Um murmurinho se inicia na sala de reunião, todos sussurrando algo, provavelmente sobre mim. Minha reputação desmoronando a cada fuxico enquanto ele mantinha aquele sorriso sem-vergonha na cara.

- Realmente o doce Carolina é muito gostoso! - enfatiza a última parte e um alívio misturado de vergonha passa pelo meu corpo - mas vamos voltar ao assunto principal da reunião, senão não conseguirei parar de falar da culinária que o Brasil modificou para melhor - todos na sala riem, enquanto procuro a graça nisso tudo.

O filho da mãe estava falando do doce esse tempo todo e eu achando que ele estava vazando nossa intimidade, nossa antiga intimidade.

Luigi falava sobre o doce mas tenho certeza que disse cada palavra no duplo sentido para me atingir, e tenho vergonha de admitir que ele acertou em cheio.

Como eu pude esquecer que meu nome é igual ao do doce? Esse homem quer me enlouquecer antes de me ferrar, certeza!

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