Não segurei e entrei dentro da suíte, estava preocupado demais com ela e como imaginava, estava chorando no banho, nem mesmo o barulho do chuveiro abafou seu choro.
Trago a toalha que devia ter esquecido na cama e adentro o banheiro, o vidro do box embaçado pelo vapor quente desenhava sua silhueta nua do outro lado.
Não conseguia ouvir mais o seu sofrimento, abri o box e Carol virou surpresa, cobrindo o corpo. Se não fosse seus olhos vermelhos, eu riria da cena.
- Vem cá - desenrolo a toalha, abrindo os braços para abraçá-la quando saísse do box, sua desconfiança era compreensível mas agora não estava com vontade de agarrá-la e fodê-la até eliminar cada parte ruim do seu dia. Mentira, sempre sinto vontade de enchê-la de prazer até transbordar, mas agora não era o momento para isso.
Ela estava frágil e precisando de uma folga. Após um breve momento, Carol decide aceitar minha ajuda, enrolo a toalha no seu corpo junto com os meus braços, aconchegando seu corpo quente e molhado.
- Você não é uma péssima mãe, péssimas mães não são tão esforçadas e dedicadas, não se desesperam daquele jeito - desabando mais um pouco, permito que ela chore o restante das lágrimas que segurou o caminho todo até o hotel. Quando percebo que elas estavam cessando, trato de não fazê-la ficar pensando muito nas coisas ruins que poderiam ter acontecido - você engana bem - ela se afasta para me olhar, buscando uma explicação - passamos tanto tempo separados que acreditei naquela imagem de super mãe executiva quando te vi na empresa.
- Ei - ela dá um tapinha no meu braço, me fazendo relembrar o quanto adorava provocá-la - a skin de super mãe executiva ainda me pertence, e também não faz tanto tempo desde que você me deu um pé na bunda.
- Não foi um pé na bunda - nego.
- Foi literalmente um pé na minha bunda - Carol se distancia mais, cruzando os braços sobre os seios e quando ameaço olhar para baixo ela puxa a toalha, se cobrindo no mesmo instante - aliás, nem sei o que você faz aqui no meu banheiro... os gê...
- Babá eletrônica - retiro do bolso da calça, mostrando o monitor com o vídeo dos gêmeos dormindo como dois anjinhos, aliviando sua preocupação automaticamente.
- Não tem vergonha na cara além dessa barba horrenda, não?
- Nem um pouco, por que teria?
- Pelo simples fato de que, está usando os próprios filhos doentes para me manipular no meu momento mais fragilizada e conseguir o que quer.
- Mesmo? - sorrio, arrastando meu olhar perigoso pelas suas curvas enroladas na toalha, que eu faria cair facilmente no chão - e o que eu quero, hm?
- Vingança.
Ela era tão previsível e pior, não conseguia disfarçar a sua necessidade. A boca negava com medo, o que o corpo implorava gritando, Carolina precisa de mim assim como eu preciso dela. Cada fibra dos corpos implorando por um toque mais íntimo.
Me contentaria com um beijo roubado essa noite, entretanto não me perdoaria se deixasse ela para trás com toda essa vontade nublado meus pensamentos. Jurei que a deixaria em paz nesta noite, mas não consigo ficar longe dela por tanto tempo. Cada passo que ela dá para trás, atrai mais o meu corpo para si, como um imã. Como um feitiço.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida de um mafioso
Continuação...
Onde está a continuação?...
Estou entrando em colapso preciso dos outros capítulos, só esse site é de graça 🥺...
Continua por favor,desde ontem que não saio do site só esperando o capítulo 190...
Preciso da continuação...