Espreitando, observei-os durante todo o dia na empresa. Ouvi as fofocas dos funcionários, mesmo que não estivesse escutando atrás da porta ou passando casualmente pelo corredor, elas sempre me encontravam e esgotavam minha paciência.
Alguns funcionários diziam que Carolina tinha um ótimo gosto para italianos, ignorei a parte que nos compararam á sapatos. Outros diziam que Matteo era um homem incrível por não sentir ciúmes do ex da sua noiva e por tratar tão bem os filhos dela. Na minha opinião, Matteo está se esforçando demais para gostar dos meus filhos, para quem nunca tinha a palavra "família" no vocabulário pessoal e que até chegava a sentir crise alérgica caso fosse mencionado "relacionamento" junto ao seu nome na mesma frase, ele estava sendo um padrasto quase perfeito. Pura enganação.
E quando achei que os burburinhos não poderiam piorar... eles me pintaram como um ex escroto que queria arruinar a vida da Carolina e roubar seus filhos, que tambem são meus. Se eles ao mínimo soubessem da nossa história, ou se ao menos procurassem saber antes de fofocarem coisas desse tipo, a empresa onde trabalham não teria uma imagem tão negativa. Me fazendo supor que a ira de Cassandra pelo meu papa é tão surreal, que contaminou não apenas seu trabalho como os funcionários que trabalham na sua revista.
Bloqueio mais uma das ligações do meu papa e enfio o celular no bolso, me preparando para sair do carro alugado. Os absurdos que ouvi o dia todo, me fizeram sentir um misto de emoções, entretanto não me fizeram perder o foco na minha família e nem tão pouco nos meus planos.
Eu teria os gêmeos e a Carolina, nem que cogitasse sequestrá-la do altar para a Itália. Ela gritaria, espernearia como uma criança e até choraria, porém tenho quase certeza que no fundo ela gostaria de ser sequestrada e amarrada por mim. Arrisco em dizer que seria mais um de seus fetiches, baseados nos livros que anda lendo ultimamente.
Ando lentamente, deixando que o casal de pombinhos perfeitos entrem dentro do quarto e deem partida na briga. Demora cerca de minutos para abrir o Dom Pérignon e encher minha taça ao som das acusações de Matteo, o espumante branco se tornava delicioso a cada gole e tenho a leve impressão de que não seja por causa da Chardonnay. Meu celular vibra com uma nova mensagem do detetive, como esperava, Carolina pediu que a babá viesse para sair com os gêmeos enquanto acalma seu noivo.
Espero alguns minutos e guardo o espumante na geladeira vazia, me recuperando rapidamente ao ouvir a porta bater. Desejo uma boa noite para a babá que Matteo contratou e que agora era minha espiã, assumindo o carrinho dos gêmeos e caminhando ao seu lado durante todo o percurso até o jardim do hotel.
Ela me contou que o clima era de tensão no quarto, ficou um pouco preocupada com a alteração de Matteo, sem dúvidas nunca tinha visto um italiano com raiva, ou pior, com ciúmes.
A tranquilizei dizendo que nada ruim aconteceria com Carolina e de fato, nada aconteceria. Matteo poderia ser um traidor mas não idiota, ele nunca encostaria um dedo na minha mulher, caso senão teria uma bala alojada na testa antes mesmo de cogitar levantar o braço.
A essa altura já devia pressentir que está sendo vigiado vinte e quatro horas e possui um alvo em seu crânio. Entretanto não poderia revelar isso tudo á senhora de cabelos brancos e aspecto adorável, assustaria e a faria pensar que sou um ex-namorado maluco e obsessivo.
Decido me sentar em um banco distante, onde dava para ver a fachada do hotel e uma boa parte do belo jardim iluminado. Algumas árvores por perto estavam florescendo, era chegado a primavera, o vento ainda estava instável e o meu tempo de interromper o casamento de Carolina estava acabando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida de um mafioso
Continuação...
Onde está a continuação?...
Estou entrando em colapso preciso dos outros capítulos, só esse site é de graça 🥺...
Continua por favor,desde ontem que não saio do site só esperando o capítulo 190...
Preciso da continuação...