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Grávida de um mafioso romance Capítulo 216

Atravessando o restaurante, observo o grande movimento de pessoas assumindo suas mesas, a maioria casais. Todo o lugar possuía uma baixa iluminação, com pontos estratégicos de luzes e luminárias amarelas que deixavam um ar romântico e aconchegante.

Gostaria de convidar Carolina para jantar comigo uma noite, porém tendo Matteo a tiracolo, seria difícil de concretizar-se.

O bar se encontrava no final do restaurante, andando em sua direção, noto a bela vista para a piscina do hotel e parte da fachada. Matteo estava sentado sozinho com uma garrafa de Johnnie Walker em cima do balcão. Puxo uma banqueta e peço um copo ao barman, não refiro nenhuma palavra ao loiro meio bêbado do meu lado.

Não tinha muito o que dizer, era questão de tempo para Matteo se dar por vencido e começar a enxergar a realidade posta diante dos seus olhos. Carolina me ama e mesmo que tente esquecer, mesmo que use Matteo para tapar minha ausência, não irá conseguir fingir por muito mais tempo. Durante essas semanas que estive aqui no hotel, a cercando no trabalho, era visível o muro que tinha feito para se proteger de mim se rachando. Cedendo a cada passo meu.

- O que você quer para sumir das nossas vidas? - ele pergunta por fim, enchendo o sexto copo desde que me sentei ao seu lado. Provavelmente, bebeu muito pelo baixo volume de whisky na garrafa e pela expressão preocupada no rosto do barman. Faço um sinal para o pobre homem se retirar e mando uma mensagem discretamente para a babá, talvez eu precise carregá-lo até seu quarto então aproveito para passar uma noite cuidado dos gêmeos. Paro de digitar quando o ouço dizer - você está certo, não quero uma família. Quero a Carolina.

Meu punho se fecha tão forte com celular, que quase acabo estragando a tela. Me controlo, me esforçando para ficar calado e deixá-lo a vontade para dividir suas insatisfações enquanto gravo provas. Quero ver o brilho da Carolina sumindo ao se dar conta que sua ideia de família perfeita com Matteo estava falhando.

Juro que junto todas as minhas forças quando ele menciona os gêmeos, minha vontade era de estourar a garrafa de whisky na sua cabeça. Puxá-lo pelo cabelo e esfregar seu rosto nos cacos espalhados pelo balcão, arruinando-lhe a única coisa prestável.

- Nunca quis ser pai, nunca me sairia bem cuidando dos gêmeos por tanto tempo como você sairia, se não estivesse ausente por meses... você nem ao menos falou uma palavra sobre o tempo que ficou sumido, voltou como se nada tivesse acontecido e repeliu qualquer preocupação da sua família e dela - Matteo vira o copo com seu último gole - ela estava tão sozinha, a protegeu tanto que a afastou, Luigi. Agora Carolina é minha, tenho a chance que sempre desejei de tê-la e não vou arriscar por nada. Nem por você e nem pelos gêmeos.

- O que você quer dizer com isso? Vai se livrar dos gêmeos? Acho que a Carol não concordaria com nada disso - seu sorriso aumenta enquanto enche novamente o copo com resto de álcool da garrafa e acredito que não sou a pessoa mais confiável para levá-lo até seu quarto. Talvez, desvie do caminho e jogue-o da primeira sacada que encontrar, com sorte possa morrer afogado na piscina após a queda.

- Ela não precisa saber e já que você quer a guarda dos gêmeos... achei que poderíamos fazer uma parceria - propõe ele - você fica com a tutela deles e eu fico com a Carolina, justo. Eu a farei esquecer de vocês com uma viagem de lua de mel única enquanto você cria seus filhos longe da nossa nova vida. Será difícil para eles no início, mas garanto que vão sobreviver sem a mãe, como você sobreviveu - agarro seu pulso quando ele tenta pegar outra garrafa no balcão, consigo sentir meu sangue ferver de raiva cada segundo que demoro olhando naqueles olhos azuis frios. Matteo sempre foi insensível e egocêntrico, eu que fui manipulado a acreditar que era uma pessoa boa no fundo.

- Chega de bebida por hoje, vamos - me levanto da banqueta, puxando-o pelo salão sem nenhum cuidado quando b**e em algumas mesas - depois conversamos sobre seu plano de me dar a tutela dos gêmeos, por hora, tente não esquecer dessa nossa conversa quando acordar pela manhã - entramos no elevador e logo chegamos em frente ao seu quarto. Dou três batidas rápidas e antes que Carol abra a porta, aviso - vou te fazer lembrar de cada palavra, se esquecer.

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