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Grávida de um mafioso romance Capítulo 218

Casar, nunca pensei por tanto tempo sobre isso, nunca imaginei que eu poderia um dia. Claro, toda garota tem fantasia sobre subir no altar vestida de branco com uma cauda enorme e um véu cobrindo o rosto. De ficar ansiosa com cada detalhe, de arrancar os cabelos com os preparativos, de perder o sono se perguntando se é a coisa certa a se fazer. Se a pessoa ao seu lado no altar é a correta, se vão viver uma vida feliz ou assinar um divórcio e brigar pela guarda do cachorro no final de tudo.

Casamento em si, me deixava nervosa, era uma responsabilidade a mais e nunca pensei que planejaria um com o loiro do banheiro. Na verdade, era de fachada mas os preparativos eram reais e Matteo até usou o argumento "pense como se estivesse planejando casar com Luigi", para me acalmar. Eu tinha medo de que o plano do loiro do banheiro tivesse um efeito contrário e Luigi nunca viesse atrás de mim, que acumasse ainda mais rancor e que a mentira que éramos amantes apodrecesse seu coração.

Medo que eu nunca mais olharia aqueles olhos verdes, que jamais derreteria igual picolé diante daquele sorriso e que nunca me sentiria tão amada quanto estava em seus braços.

- Pronto, essa é a minha mala - Matteo diz trazendo a última bagagem que faltava para dentro do quarto do hotel e fechando a porta.

O loiro do banheiro tinha alugado quase todos os quartos do andar em que estávamos, apenas deixando o do lado para quando Luigi chegasse ao Brasil - e esse é o meu quarto - ele aponta uma cristaleira na sala e olho confusa para o móvel. Matteo sorri com a minha confusão e abre uma porta secreta - mandei fazer uma passagem secreta para o quarto ao lado, onde vou ficar. Se vamos nos fingir de noivos, devemos dormir no mesmo quarto - ele pisca divertido e tenho para mim que ele está amando atuar nesse teatro.

- Já falou com a Mari sobre isso tudo? - pergunto, eles estão... namorando? Ficando? Não sei, apenas sei que, se ele machucar a minha amiga vou arrancar-lhe a cabeça fora e não estou falando da de cima.

Eu já havia contado do plano para Mari e ela reagiu neutra como sempre, mas sei que a ideia incomodou e por isso insisto que Matteo converse com ela, pois a ideia partiu dele e não de mim. Não quero ficar nunca mais brigada com a minha melhor amiga, ela agora era madrinha dos gêmeos e precisava dela por perto.

- Falei, mas sabe como ela é, não gosta de incomodar ninguém e nem de anunciar seus incômodos - sentando no sofá ao meu lado, Matteo pega uma peça do berço duplo, analisando-a. Sou péssima com quebra-cabeças, não sei porquê infernos comprei para montar invés de comprar já montado ou pagar alguém para montar. Acho que no fundo, gostaria de pensar que sou útil, que posso cuidar dos gêmeos sozinha caso Luigi não volte - vamos montar, meu papel como padrinho é deixar os gêmeos confortáveis e num berço que esteja bem firme.

Dou um tapa de leve no seu braço ignorando o fato dele já se considerar padrinho dos gêmeos, eu poderia muito bem montar sozinha, se o manual não fosse tão... confuso. Passado alguns minutos, não avançamos em quase nada, montar o berço duplo havia se tornando um quebra-cabeça impossível e minha nova fixação. Eu não deitarei para um simples berço!

Batidas na porta anunciavam a chegada de Mari, minutos depois do loiro do banheiro desistir de me ajudar, convidei minha amiga. Seria uma ótima oportunidade para os dois conversarem e dela me ajudar, Mariana era expert em montagem de móveis.

- Como foi? - pergunto, voltando a sentar no chão, junto com as peças e parafusos - ela ficou muito brava?

- Com você, não - Mari cruza as pernas, sentando de frente para as peças e folheando o manual - mas com Luigi... - ela me olha com uma careta - não queria estar na pele dele quando a tia Maria pegá-lo. Eu não contei tudo, fiz um breve resumo pois cabe á você contar tudo para ela, Carol.

- Eu sei, liguei para ela e vamos conversar amanhã, não quero esconder mais nada da minha mãe - concluo, não queria ocultar mais as coisas que acontecem comigo para ela, vou contar tudo desde o começo, ela merecia saber também, caso ela encontrar com Luigi dar um esporro merecido naquele filho da mãe.

- Por que não comprou montado ou contratou alguém para montar? - Mari questiona, enrrugando a testa e revirando o manual, minha esperança reduz a zero - não dá para entender nada nisso, está em outra língua e tem muitos parafusos que eu nunca tinha visto na vida. Lamento em informar que não posso te ajudar, amiga.

Mari entra pela passagem secreta, me deixando sozinha com a minha péssima escolha. Arrasto a caixa, onde o berço duplo tinha chegado embalado, e guardo as peças todas dentro.

Faço um grande esforço para me arrastar até a porta e me deparar com a minha mãe e o encostado do Roberto a tiracolo.

- Carolinazinha! - ele me abraça sem nem me deixar processar o que estou vendo. Minha mãe entra logo depois fechando a porta - onde estão os filhotes?

Tenho vontade de perguntar ao animal se sou alguma cadela, mas cancelo as palavras antes de saírem da minha boca quando vejo o olhar da minha mãe. E se não fosse por Mari e Matteo saírem de trás da cristaleira, minha mãe tiraria a sandália e correria atrás de mim com ela.

- Tia Maria? - Mari paralisa quando a ver na sua frente e Matteo olha para mim, perguntando o que estava acontecendo.

- Mãe, eu posso explicar tudo - saio do abraço grudento de Roberto e vou em direção a minha mãe, segurando sua mão e a direcionando para o sofá. Após se sentar, puxa a mão da minha, me lançando um olhar cheio de ameaças - vou te explicar tudo, só fica calma.

- Eu estou calma, você ainda não me viu brava, Carolina Maite Medeiros.

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