Deveria ter sido mais rápido, deveria tê-la agarrado pelos pulsos e a impedido de entrar no carro com Matteo. Acaso não estaria corroendo de ansiedade na frente da porta do quarto deles. Fico um pouco tranquilo de saber que os gêmeos estão com a mãe da Carolina e não que estão suscetíveis à briga dos dois.
Garanto que arrombo a porta se ouvir um "ai" dela ou algo se quebrando. Matteo poderia ser perigoso, porém nunca fora violento com mulheres. Outrora, brincava dizendo que se a polícia ou o FBI fossem espertos, mandavam uma mulher que conseguiriam arrancar qualquer confissão dele na cama. A verdade era que Matteo nunca faria mal á alguma mulher, porém quero acreditar que sua natureza continue a mesma em relação á Carolina. Pelo próprio bem dele.
Enquanto a discussão dos dois acontecem, uma música alta se sobressai. Olho para a porta do quarto ao lado, impressioando pela discrepância do contraste. Enquanto os dois acabam o noivado num lado, outro casal faz uma festinha particular no outro.
Me concentro em continuar mandando mensagens para Carolina saber que estou aqui, entretanto as mensagens não parecem suficientes então ligo algumas vezes e bato á porta. Até perceber que talvez fosse melhor deixar os dois brigarem, Matteo precisava dessa briga para transformar em palavras tudo o que estava sentindo. Não é fácil descobrir que está sendo traído, agora ele deveria saber como é estar na minha pele quando descobrir sobre seus sentimentos pela minha mulher.
Passa-se alguns minutos quando a porta se abre, Matteo puxa a mala para fora do quarto e seus olhos azuis fixam em minha figura parada e encostada na parede da frente. Tinha os olhos vermelhos e inchados, de quem chorou muito. Uma parte de mim sente pena e a outra grita: bem feito!
Não consigo não me sentir culpado, por isso não me movo ou tento me proteger quando ele avança na minha direção. Penso que irá me dar outro soco, estou tentado a oferecer a outra face mas ele apenas me encara por longos segundos até Carolina aparecer na porta. O rosto manchado de lágrimas e uma aparência abatida pós término.
- Meus parabéns - ele diz amargurado e sai arrastando a mala para o elevador.
Carolina escorrega da porta para o chão, soluçando e limpando com as duas mãos as lágrimas que insistiam em cair. Me apresso em levá-la para dentro do meu quarto, seria péssimo se alguém a visse nesse estado.
- Está feliz agora? - ela me questiona ao sentar no pequeno sofá da sala, seu tom não é agressivo e nem cobrador quanto gostaria. Era de uma tristeza que cortava meu coração, com um sentimento de solidão embutido que me obriga a ficar imóvel e ouvir cada palavra - você conseguiu acabar com meu casamento, conseguiu me distanciar do Matteo. Agora ele nem sequer olha na minha cara - ela funga o nariz e estou tentado a oferecer um lenço, mas na certa brigaria comigo por interrompê-la - tudo bem que eu não estava apaixonada por ele como estou por você, Matteo sabia muito bem disso porém me deu um voto de confiança, com o tempo e com uma relação baseada no respeito talvez...
- Você nunca conseguiria amar ele - era um fato que ela precisava aceitar, por mais que me odiasse nesse momento. Não importava quantos anos passariam juntos como uma família, não importava se a relação dos dois se baseariam em respeito e confiança, nunca se elevaria no nível de amor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida de um mafioso
Continuação...
Onde está a continuação?...
Estou entrando em colapso preciso dos outros capítulos, só esse site é de graça 🥺...
Continua por favor,desde ontem que não saio do site só esperando o capítulo 190...
Preciso da continuação...