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Grávida de um mafioso romance Capítulo 238

- Um bom filho a casa retorna - ofereço o dedo do meio como resposta para Will sentado na calçada da rua. Tinha as mãos e parte da roupa de mendigo sujas de terra. Seria muito errado da minha parte perguntar se alguém jogou algumas moedas enquanto cuidava das plantas?

Aliás, nunca tinha notado antes os vasos com plantas na frente da casa de Mari e nunca iria notar, porque estavam quase mortas e camufladas na fachada com tinta descascando.

- Ótimo que chegou - Mari abre a porta e percebendo minha mala do meu lado, ela entra rapidamente e sai com um rolo de pintura na mão para me entregar.

- Você quer que eu pinte a casa?

- Não a casa, a fachada - responde com um sorriso.

- Agora?

- Agora - ela continua sorrindo e retira de trás das costas um balde com tinta branca, pousando do lado oposto da minha mala. E como se não fosse trabalho suficiente, aponta para o candelabro de parede acima da porta, era um daqueles antigos estilo pescoço de ganso americano - e pode trocar a lâmpada?

- Esse é o preço para ser seus hóspedes? - ela ergue uma sobrancelha e o aspirante a mendigo resolve se meter na conversa.

- Ela não me pediu ou mandou fazer alguma coisa, fui eu quem se ofereceu para cuidar das plantas. Sabe, fiquei com penas das belezinhas e como sou bom com elas...

Ele deixa a confissão pairando no ar e me odeio por rir da sua piada. Mariana morde a bochecha para conter o riso e não prolongo o momento, não quero que o inútil do Will pense que vai rever minha confiança se fizer piadas tão inúteis quanto ele.

- É assim que me recebe? - me volto para a... morena? Ruiva? Seu cabelo preso no coque alto ainda é escuro, além das nuances avermelhadas. Então morena - Nem sabe se eu quero ficar aqui, nem perguntei...

- E nem precisa, quando perguntou "esse é o preço para ser seus hóspedes?" Você se incluiu e convenhamos, você não apareceria com uma mala em minha casa se não estivesse pensando em passar pelo menos a noite. O que aconteceu? Foi expulso do hotel por Luigi? - seu tom é de brincadeira, entretanto sei que é sua forma discreta de me alfinetar.

- Rá, você que pensa, meu plano foi um sucesso - me gabo e ela insiste que apenas vou poder me gabar com propriedade quando terminar o serviço. Noto a mudança do céu azul para o laranja final de tarde - mas agora? Está quase anoitecendo. Quer que eu pinte no escuro ou que me arrisque segurando uma lanterna?

- Eu posso... - Will inicia.

- Não quero sua ajuda - corto-o antes que se ofereça.

- Tudo bem, não está mais aqui quem falou - ele limpa o excesso de terra grudada na roupa de mendigo e arrasta um último vaso para perto da porta antes de adentrar na casa e sumir da minha vista. Agradeço mentalmente.

- Eu posso segurar a lanterna... - ela afasta uma mecha de cabelo, levando-a para trás da orelha como charme e utiliza um tom meio descontraído meio sexual - adoro ver homens fazendo coisas de homens - seu olhar significativo me ganha e por mais que possa ser apenas um blefe para que eu obedeça sua ordem, estou disposto a pagar para ver.

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