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Grávida de um mafioso romance Capítulo 241

- Posso perguntar, aonde vocês se conheceram? - Tia Maria pergunta, fazendo que vários olhares se aculmulassem divididos entre Matteo e eu.

A história continha dois lados, o que a fazia um pouco longa. Ganhando uma autorização para ser o primeiro, inicio contando de relance sobre a minha vida noturna agitada. Oculto partes que envolvem a minha amizade e o início do meu relacionamento com Bárbara, não seria relevante.

- Na noite em que conheci Matteo, estava numa boate em Tokyo para me divertir. Eu tinha costume de ignorar as regras feitas pelo meu pai sobre festas e minha segurança. Em minha mentalidade juvenil, ser uma figura pública auxiliaria minha segurança. Quanto mais famoso menos chances de sofrer algum atentado, simplesmente não era um pensamento coerente - não entro em muitos detalhes para não assustar minha sogra e nem menciono que encontrei Matteo após ficar com Bárbara - então, chegado o ponto alto da festa, me afastei para o terraço do prédio em busca de solitude. Não tinha percebido que tinha sido seguido e tão pouco que o cara iria me empurrar de lá. Matteo gritou, o que chamou minha atenção e em questão de segundos os dois entraram numa briga corporal. O assassino era maior que nós dois, porém lento então no exato momento em ele estava pressionando Matteo para a beira do muro, o empurrei com todas as minhas forças e Matteo ajudou a empurrá-lo até ter seu corpo estivesse estirado no chão da viela escura. O que eu não previ foi meu pai chegando no terraço, estava determinado a me arrastar para longe da festa após receber uma informação que seu primogênito iria sofrer um atentado. Assim que se deu conta da superfície aterrorizante, me arrastou de lá e não consegui agradecer a Matteo por ter salvado a minha vida.

- Corrigindo, você que salvou minha vida, irmão - o loiro sentado do meu lado á mesa, inicia seu lado da história - naquela noite, fui ao terraço para concluir um trabalho - ele tinha ido vender drogas, julgo bom ponderar as palavras com a mãe da Carolina perto e ele brinca dizendo que foi o destino - quando passei pela porta, avistei Luigi e quase desistir de sair para o terraço, mas então vi um cara grande se aproximando dele discretamente por trás e logo presumir que fosse um atentado. O cara não tinha objetos cortantes, nem objetos que causassem asfixia e nem arma nas mãos, o que me fez perceber que fariam parecer suicídio e não assassinato. Não sei o que me deu, normalmente não me intrometo no trabalho dos outros, mas senti empatia por aquele mauricinho pensativo no terraço - abro um sorriso, ainda bem que melhorei minha imagem, ele agora não poderia me chamar mais de mauricinho - foi então que gritei, alertando Luigi e partindo para cima do cara suspeito. Ele era muito forte mas faltava habilidade na luta, Luigi me salvou antes que o desgraçado me empurrasse do prédio. Aconteceu tudo muito rápido após a queda do cara naquela viela escura, o pai de Luigi o arrastou para longe do lugar, uma multidão se aglomerou ao redor do corpo, meninas chorando e meninos tirando fotos. Logo a imprensa chegaria em conjunto com a polícia, fazendo perguntas e procurando suspeitos. Vários menores de idade saíram correndo da boate, então acho muito difícil que nos ligariam ao assassinato do tal cara, não ter câmeras no local consolidou nosso anonimato. E como esperava, o crime foi arquivado e as manchetes enterradas a mando do poderoso chefão Giovanni Benacci, na mesma semana recebi a visita de uma mulher não muito mais velha e de cabelos loiros. Ela me interceptou na rua, falou sobre o assassinato e ganhou minha atenção. Me ofereceu um trabalho com um salário excelente e uma moradia confortável, eu teria que ser o segurança particular secreto de Luigi e informar todos seus passos para Cassandra. Com o tempo criamos um vínculo de confiança, ela me contou sua história e seus segredos, confidenciei a ela também meus segredos, era o justo.

- Depois passei por algumas dificuldades e não estava com a saúde mental em dia... - com muita cautela continuo falando, como se estivesse andando por cima de uma claraboia de vidro fino, que qualquer passo em falso me levaria a uma queda de centenas de metros e um impacto mortal no chão - eu tentei me suicidar, mas Graças a Deus os médicos conseguiram fazer uma lavagem intestinal para eliminar as substâncias e remédios que tinha consumido e foi naquele momento frágil que Matteo reapareceu, acho que além de terapia eu precisava de um amigo leal. No fundo eu sabia que ele trabalhava para Cassandra, mas não me importava dela saber se estava bem contanto que não se aproximasse. O tempo foi passando e nossa amizade foi crescendo ao longo dos anos, tive que aceitar seu jeito mulherengo e sua áurea de Narciso.

- Consigo imaginar Matteo mais novo, se admirando no espelho que sempre levava dentro do terno - Carolina comenta me fazendo gargalhar, porque de fato ele tinha um espelho pequeno dentro do bolso interno do terno, quando começou a trabalhar comigo.

Penso em compartilhar a memória, entretanto lembro que ele tem algo contra mim. Quando o flagrei se olhando no espelhinho arrumando o topete, tirei uma foto para rir quando estivesse triste e ele me pegou no flagra. Ele tinha não somente um foto minha bêbado numa festa como tinha vídeos meus dançando e não me odeio por ter lhe dado tanta munição. Agora, Matteo me olhou de rabo de olho, ele sabia que minha língua estava coçando para compartilhar a foto cômica porém não poderia, pelo nosso acordo.

Terminamos a noite comendo pizza e enchendo o saco de Matteo, que dizia que tanto o almoço como o jantar fora um complor contra ele. Rimos, estabelecemos a paz e finalmente tudo estava onde deveria estar. Não quero comemorar antes do tempo, mas parece que tudo vai dar certo em nossas vidas a partir de hoje. Era quase uma certeza.

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