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Grávida de um mafioso romance Capítulo 240

Retiro o que disse sobre esse almoço ser longo e divertido. Agora tinha virado letárgico e torturante. Me sinto como um dos convidados do filme "O menu", onde a tia Maria era o chef maluco que torturava os convidados, no caso Luigi e eu. O almoço estava as mil maravilhas, Luigi agarrado à Carolina como adolescentes apaixonados e eu com minha mão se deliciando da pele macia e arrepiada da minha... ainda não tinha dado um rótulo para Mariana. Tenho que resolver isso o quanto antes.

Mas o quero dizer é que eu estava feliz no meu lugar, estava satisfeito onde minha mão pousava e agora não estava mais nada disso. De um momento para outro minha calmaria tinha sido escanteada e morta pela cruel tia Maria. Conseguia até imaginá-la apontando o revólver para o meu conforto e atirando sem pestanejar, dizendo: não sou sua tia.

E não estou exagerando, porque sinto o quão tenso e desconfortável está o italiano ao meu lado, ou pior dizendo, dentro da mesma camisa que eu. Sim. Uma m*****a camisa imensa que comportaria um time de futebol inteiro, contando até com as porras dos preparadores físicos.

Não sei de qual livro de métodos de tortura medieval ou de sobrevivente da ditadura militar ela tirou essa técnica, mas tenho que parabenizá-la. Quem sabe um dia posso utilizar dessa técnica em outra pessoa que de preferência não seja eu com Luigi.

Me remexo desconfortável sob o olhar zombador de Mari e Carolina, até mesmo Roberto sufocava o riso, apenas tia Maria sentia-se satisfeita com a visão. A camisa era branca e continha um coração vermelho gigante com "camisa da união" escrita em letras maiusculas e em negrito. Como se alguém na face da terra não conseguisse ler, até mesmo um cego leria aquela abominação. Bem abaixo estavam escritas as regras: primeiro, é obrigatório pedir desculpas. Segundo, é obrigatório um abraço sincero. E terceiro, é obrigatório falar "te amo".

Eu gargalharia se não estivesse tão irritado usando essa coisa. Não tenho masculinidade fraca e nem odeio Luigi, pelo contrário, o enxergo como um irmão acima de tudo e o respeito como tal, porém o "te amo" é demais. Nunca nem tinha dito essas palavras na vida, nem mesmo para uma mulher. Não faria o mínimo sentido dizê-las agora para Luigi.

Na certa, enrolaria o máximo possível de tempo, ela não tinha o poder de nos prender em sua casa até dizermos o maldito "te amo", não é? A tia Maria podia ser assustadora na maioria das vezes, ser uma mulher ferrenha entretanto ela não nos obrigaria a fazer o que não queremos. Acho.

- Não me sinto confortável em pedir desculpas agora, posso terminar meu almoço? - digo, assumindo o comando já que Luigi parecia ter medo de debater com a querida sogrinha.

- Claro. Teremos todo tempo do mundo para vocês se reconciliarem - o sorriso maléfico da tia Maria me dá arrepios, não dos que normalmente Mariana causa, mas sim o tipo de arrepio na espinha que remete ao perigo ao assumir alto risco em algum trabalho.

Quem iria me garantir que a tia Maria na realidade era uma chefe do crime? Que era uma mafiosa igualmente como Cassandra? Eu não me surpreenderia se ela revelasse que tinha um pezinho no crime ou agiotagem. Toda essa família tem algo escondido por debaixo dos panos.

Sentados á mesa outra vez, sinto dificuldade em comer apenas com uma das mãos, então Luigi se oferece para me ajudar ou senão nunca terminaríamos o bendito almoço. Complementamos um ao outro, ele pegava meu suco e eu colocava comida em sua boca, já que era destro e não possuía muito domínio na mão esquerda. E piorou consideravelmente quando achei que enrolando me safaria dessa situação.

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