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Grávida de um mafioso romance Capítulo 245

- Vamos Luigi - digo enlaçando meu braço no dele, levando meu italiano gato para longe de qualquer discussão que poderia acontecer naquele meio. Os gêmeos eram meus preciosos tesouros, bastava ficar alguns segundos olhando aquelas fofuras que toda raiva se dissiparia. Tenho total certeza que eles farão um ótimo trabalho, decretando a paz entre os avós paternos.

- Você fica tão sexy quando é mandona - ele elogia e não consigo não ficar convencida disso. Lanço meu melhor olhar sedutor, mordendo levemente o lábio para atrair seu olhos.

- Só não vale reclamar quando eu te arrancar do brunch e te arrastar para o... - ele me interrompe com um pigarreio, penso que seja pelos convidados terem chegado mas não era por esse motivo. Até porque os convidados eram os familiares de Luigi.

- O engraçado é que se eu dizer isso, sou chamado de pervertido e ninfomaníaco, mas a senhorita pode dizer qualquer imoralidade, não é?

- Exatamente, posso tudo e você nada - brinco, sorrindo e quando ele sorri exibindo aquelas covinhas, eu não existo. Eu derreto feito picolé no sol, manteiga na frigideira, gelo no suco.

Seguro sua mão, puxando-o para dentro da capela. Deus que me perdoe, mas precisaria emprestado do seu templo por alguns minutinhos.

- Que profanação pensa em executar na casa de Deus, Carolina? - ele finge preocupação, mas pelo seu sorrisinho safado sei que bastava pressionar um pouco e ele faria qualquer absurdo que eu propusesse.

- Nada demais, só quero beijar meu homem sem olhares curiosos - envolvo meus braços em seu pescoço, Luigi se inclina trazendo os lábios para os meus e em poucos segundos, um beijo que deveria ser como tirar uma simples casquinha do italiano se tornou um sundae irresistível.

Preciso parar com as associações á comidas, logo ficarei faminta.

Não era como se Luigi e eu tivéssemos uma vida sexual inativa, transamos muito, muito mesmo. Até mesmo após os gêmeos nascerem. Eles eram tão anjinhos por deixarem seus pais terem uma vida sexual ininterrupta, que tenho medo de quando crescerem mais. Tudo está as mil maravilhas, porém não espero que fique tão calmo, se bebês não dão trabalho antes com toda certeza do mundo irão dar no futuro. E espero que seja num futuro distante.

Puxo o cabelo do meu italiano e ele emaranha a mão nos meus cabelos para inclinar minha cabeça e aprofundar o beijo. Nossos beijos sempre foram daqueles de arrebatar, de fazer qualquer questão importante virar uma trivialidade diante da união das nossas bocas entretando agora estavam superiores, acho que virei uma daquelas pessoas que adora transar em lugares inusitados. Lembro de brincar ao dizer isso quando conheci meu italiano, porém agora tinha virado verdade. Luigi tinha criado um monstro: eu.

E juro por Deus que cada grunhido que Luigi solta do fundo da garganta aumenta a pulsação entre minhas pernas. Como se soubesse, suas mãos abandonam meu rosto e cabelo para segurar meus quadris. Seus dedos massacram minha pélvis, subindo um pouco do vestido e me fazendo gemer. Preciso sentir suas mãos na minha pele, preciso ficar livre de qualquer coisa que possa impedi-lo, ou seja, roupas.

- Santo Deus! - Uma voz familiar nos interrompe. Procuro o dono da voz dentro da capela temendo ser algum padre, a cabeça ainda girando pelo beijo. O encontro depois de revirar a capela com os olhos, o rosto espremido pelas vidraças desenhadas e abertas na parede. Era Matteo.

Tinha que ser!

- Nem na casa do Senhor vocês abaixam esse fogo - Mariana aparece com o rosto espremido na abertura do lado do loiro, um ar de divertimento pairando na troca de olhares dos dois bisbilhoteiros - não sei porquê ficamos espantados, vocês quase transaram no quarto do hospital, naquela vez que a Carolina se queimou no curso de grávidas, lembra?

- Lembro, se não tivéssemos entrado no quarto e interrompido os dois compulsivos por sexo, eles teriam feito o hospital de cabaré - Matteo responde sua cúmplice que ria.

Nesse momento todo tesão que estava sentindo tinha evaporado do meu corpo, cruzo os braços e observo a dupla dinâmica. Maldito pensamento que tive, achando que os dois formariam um casal equilibrado, que seriam a metade da laranja um do outro.

- O Leo Dias oxigenado e a Sonia Abrão de Taubaté terminaram o fuxico sobre minha vida sexual ativa com meu italiano?

- Falou a aspirante a Anastácia Steele do Paraguay - o loiro do banheiro dispara e não deixo essa passar.

- Como sabe o nome da protagonista de Cinquenta Tons De Cinza? Por acaso você ler essas putarias literárias, seu loiro de meia tigela? - estreito os olhos e meu questionamento desencadeia uma dúvida em sua... namorada?

Meu Deus, eles precisam se assumir logo, e Luigi e eu também precisamos sair de cima do muro.

- Então era isso que você estava lendo no celular naquela noite que chegou na minha casa após o plano casamento de mentira ter dado certo? - Mariana parecia incrédula, porém um sorriso ameaçava pintar seus lábios - você tinha dito que era papelada da empresa, que era um trabalho urgente e que não podia esperar para manhã - se sentindo pressionado, ele finalmente sai do armário.

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