Não tenho um motivo plausível para ficar obcecada nessa história de ter um fantasma ou alguém vestindo branco e passeando pelo castelo, visto que Luigi não tinha encontrado nenhum registro que não seja os nossos ontem á noite. Apesar de nenhuma evidência concreta, a minha intuição de repórter enxerida me alerta para não descartar uma possível manipulação de evidências. Qualquer funcionário poderia muito bem mexer nas câmeras e apagar as últimas filmagens, mas o meu questionamento gira em torno de: quem seria a pessoa por trás?
- O que está te incomodando? - tento não parecer surpresa, mas acho que minha expressão me entrega, porque Cassandra solta uma risada. E pelo que presumo ser a primeira vez que a vejo usando um vestido rodado, normalmente seu guarda-roupa se divide em terninhos chiques, conjuntos caros e tubinhos famosos pela sexta do massacre. Chamávamos assim após uma sexta-feira em que aconteceu uma demissão em massa, lembro-me como se fosse hoje, Cassandra passeando pelos corredores da Montero com seu tudinho carmim representando o sangue dos demitidos - parece que viu um fantasma.
Até parecia que eu tinha visto mesmo, nesse caso ela. O vestido bege que usava possuía laços nas alças largas, decote reto e a saia rodada midi, mas o tecido grosso impedia que se movimentasse com o vento. O cabelo loiro estava solto, ondas abertas na altura do busto alimentava ainda mais os traços apagados de sua jovialidade.
Cassandra não aparentava ser velha, mas também não muito nova. Na certa investe muito em uma skin care de respeito, porque a mulher era rica em colageno. E ninguém, ninguém mesmo, sabia a sua exata idade ou data de aniversário, ela odiava comemorar aniversários principalmente na empresa. Mas julgando pela lógica, deveria ter em torno de uns... percebo rapidamente que fiquei presa em pensamentos e me apresso em responder.
- Não sabia que a Giulia tinha te convidado, fiquei surpresa que veio - sou sincera, Cassandra era o tipo de mulher que detesta conversas em que é obrigada a pisar em ovos, era uma das coisas que admirava nela, não tinha filtros e pouco se importava com a opinião alheia.
- Também fiquei surpresa pelo convite e mais surpresa por ter vindo. Aproveitando as férias permanentes? - faço que sim, balançando o carrinho duplo dos gêmeos. Eu estava aproveitando e trabalhando, acho que nunca deixei de trabalhar na vida - sabe que tem seu lugar na Montero sempre quiser voltar, não sabe? Tenho consciência que sempre digo aos funcionários que ninguém é insubstituível, e eu te matarei se espalhar isso, mas a verdade é que acredito que cada um tem seu jeito e talento que o faz único e essencial na Montero. Claro, evoluímos não apenas pela minha direção, mas também pelo empenho de todos. Porém acho que não tenho tantas chances de ganhar desses pequenos...
- Como assim? - sorrio.
- Perguntei a Carolina onde estava os gêmeos e ela me informou que estavam aqui com a babá.
Agora eu tinha entendido e nem podia reclamar, tinha prometido outrora ser a dinda perfeita para os gêmeos. Acho que esse também é meu castigo do dia por ter sugerido que ela estava grávida novamente. Não posso nem julgar Cassandra, porque vestida nessa salopete preta com uma blusa chiffon por dentro estava realmente parecendo uma babysitter.
A loira se abaixa para ver os pequeninos, ambos bem agasalhados como dois bacotinhos. Os conjuntinhos de calça e mini moletom, somado as graciosas luvinhas, meias incrivelmente pequeninas e as toquinhas com pompons no topo eram as coisinhas mais fofas do mundo todo. A pequenina usava rosa enquanto o pequenino usava azul para diferenciar.
- Quais os nomes deles...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida de um mafioso
Continuação...
Onde está a continuação?...
Estou entrando em colapso preciso dos outros capítulos, só esse site é de graça 🥺...
Continua por favor,desde ontem que não saio do site só esperando o capítulo 190...
Preciso da continuação...