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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 103

Eliz

Quando você tem chances reais de encontrar Selene mais cedo, algumas coisas tomam forma enquanto outras deixam de ser importantes. Algumas se tornam tão cristalinas quanto a água. Descobri hoje que amo o infeliz do Adam — truculento e mandão. Não deveria, mas não consigo evitar. Ainda assim, meus filhotes são importantes e eu os quero.

É simples: minha escolha será por eles. Simples não quer dizer fácil. Meu corpo ainda traz o cheiro dele e minha pele sente falta do seu toque. Minha intimidade ainda está dolorida e desejosa. Mas é isso: vou cuidar dos meus filhotes e vou voltar por Adam.

Olhar a face do Gustavo me lembra o Gael, deixando-me irritada e em alerta. Isso me faz imaginar os próximos meses: Como me sentirei tendo que ficar colada a ele esse tempo? Um tremor percorre minha espinha.

Falei minhas condições e, interiormente, agradeci que Atenor estivesse comigo — ter uma rede de apoio tem feito total diferença na minha vida. Gustavo literalmente mudou de cor; o macho ficou vermelho e, se os olhos dele soltassem raios, eu seria pó nesse momento.

— Eu juro que eles não saberão o que o seu “amado companheiro” fez ao pai deles por mim.

Olhei para ele, incrédula.

— Acha que se trata disso? Do meu “amado companheiro”… — devolvi-lhe o olhar gelado. — Trata-se de os meus filhos não crescerem sabendo que são frutos de uma violência; trata-se de não serem vistos como indesejados; trata-se de evitar que o pai deles destrua a minha vida. Trata-se de impedir que eles queiram vingança e que Adam os mate. É isso que quer?

Ele se sentou, visivelmente contrariado.

— Quero que meus filhotes acreditem que eu tive um relacionamento passageiro, que o pai deles morreu nas mãos de renegados, e que eu me casei e refiz minha vida depois disso. É isso que quero, entendeu, Gustavo?

— Entendo. Mandarei fazer o contrato agora mesmo.

— Estarei na casa do Gama Antero. Pode levar lá amanhã. Quero acabar com essa medição de pau entre machos o mais rápido possível.

Coloquei o guardanapo na mesa e fui em direção ao carro de Atenor. Sua aura me protegeu o tempo todo. Um verdadeiro cavalheiro.

— Você foi muito bem, Luna Eliz; até eu fiquei com medo de você — disse ele em tom debochado, com meio sorriso, abrindo a porta do passageiro.

— Acha que ele cumprirá, Atenor? — perguntei. Eu não confio nem um pouco no Gustavo.

— Por que ele mancharia a imagem do filho para os netos? Acho que funcionará, por um período, pelo menos.

capítulo 103 O conforto do proibido. 1

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