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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 104

Eliz

Acordei ouvindo passos leves e saltitantes.

Quando abri os olhos, vi Ania saindo do banheiro com uma toalha enrolada no cabelo e outra no corpo.

— Bom dia, Eliz.

— Bom dia, fadinha.

O lençol, de um tecido FAE delicadíssimo, acariciava minha pele. Espreguicei-me, apreciando a luz do sol que invadia o quarto deles. A porta se abriu, e Atenor entrou com uma bandeja cheia de comida.

— Dormiu bem, Luna? — perguntou, com um sorriso malicioso de macho satisfeito.

Senti minhas bochechas queimarem, provavelmente estava vermelha até a alma, mas não consegui evitar o riso.

— Vocês são impossíveis. — Peguei um pedaço de bacon. Realmente, eu estava morrendo de fome outra vez.

Ania se aproximou, colocou várias frutas no prato e jogou mel por cima.

— E você é linda quando tenta fingir que não gostou.

Revirei os olhos, enquanto ela me lançava um sorriso cúmplice.

— Eu não sei o que dizer… — murmurei. — Ontem foi... inesperado.

Atenor se abaixou diante de mim e segurou minha mão.

— Não precisa dizer nada — disse ele, com a voz calma.

Depois, serviu uma xícara de chá de hortelã para Ania e me entregou uma de café.

— Aliás, precisamos conversar.

Assenti, ajeitando o lençol sobre as pernas. O olhar dele era respeitoso, mas carregava algo silencioso… cuidado.

Era assim com Atenor: ele não precisava de muitas palavras para se fazer entender.

— Sim — concordei, respirando fundo. — O contrato com o Gustavo.

— Quero revisar antes que você assine qualquer coisa — ele alertou. — Gustavo é esperto demais pra confiar de olhos fechados.

— Já pensei nisso — respondi, firme. — E agradeço por me ajudar.

O olhar dele se suavizou. Por um segundo, senti algo calmo se expandir dentro do peito.

Não era paixão, nem desejo... era algo mais raro: confiança.

Sorri. Pela primeira vez em muito tempo, senti-me leve.

Não porque os problemas tivessem desaparecido, mas porque, de repente, eu não estava mais sozinha para enfrentá-los.

Minha noite tinha sido relaxante, renovadora... mas ainda assim, faltava algo.

Nada seria suficiente. Somente se fosse ele.

Quando a serva veio me chamar, eu já sabia. Era ele.

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