Entrar Via

Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 103

Luna Vanessa

Adrian havia saído para resolver algumas pendências, deixando-me com Aurin, como se eu fosse uma criança que precisasse de babá.

Mas, já que ele estava aqui, eu o tornaria útil.

— Aurin, a porta ficará com saída para o corredor mesmo, então não vai precisar mexer. Mas eu gostaria de um bom marceneiro para fazer o quarto exatamente desse jeito aqui.

Mostrei o modelo que havia impresso: um quarto pelo qual me apaixonei à primeira vista na internet.

— Temos profissionais muito competentes. Tudo ficará exatamente como deseja, Luna Vanessa. Também pode deixar um espaço para alguma mãe que traga seu filhote para visitá-la. Minha mãe fazia assim, e Eliz também tinha um quarto-berçário. Só uma sugestão.

— Eu amei a ideia. Logo chegarão os sobrinhos de Adrian, então podemos deixar todos confortáveis.

Uma empregada apareceu. Não disse uma palavra. Ficou parada no início do corredor, esperando a ordem de Aurin para se aproximar.

— Pelo amor de Deus… — bufei. — Por que tratam assim as empregadas aqui? É esquisito ter alguém atrás de você como se estivéssemos na época medieval.

— Primeiro: não temos empregadas aqui, temos servas.

Segundo: coloque na sua cabeça que ela é uma fêmea lobisomem, não uma humana frágil.

O tom dele soou diferente das outras vezes. Parecia um aviso.

— E você ainda está em fase de transição, conhecendo nossos costumes. Não queremos surpresas desagradáveis. Até acontecer sua cerimônia oficial, manteremos esse cuidado.

— Não sou burra, Aurin. As lobas não vão querer uma humana acima delas na hierarquia. Acha que eu já não imaginei isso?

— Resposta oficial: nada é maior do que um companheiro destinado pela deusa. Você deve ser respeitada por todos os lobos.

Não contive a gargalhada ao ver o revirar de olhos dele. Aurin havia voltado ao modo brincalhão.

— Agora a resposta extraoficial, por favor.

— Em todas as raças sempre existem os esnobes que acham ser melhores do que quem está acima deles. E cabe a quem está acima mostrar sua competência. Não é mesmo?

Ele fez um gesto abrindo as mãos, como se explicasse uma historinha a uma criança.

— Suponho que sim. E o que eu faço? Tendo em vista que sou uma humana frágil, como você disse.

— Não seja tola. Nenhuma fêmea com um macho como eu ou Adrian ao lado está fraca. Basta saber usar as armas que tem. Mas, se não quiser viver à sombra de ninguém, terá que conquistar seu espaço.

Ele finalmente olhou para a serva, permitindo que ela se aproximasse.

— Senhora, Sinara a aguarda na sala de visitas, Luna.

O olhar dele parecia aflito.

— Pronta para sua primeira batalha?

As servas corriam de um lado para o outro, desordenadas, movendo a mobília.

No centro da sala estava uma mulher de cerca de quarenta anos, com um corpo impecável e elegantemente vestida. Ela ditava ordens.

— Por favor — disse eu, e todas as servas me olharam — coloquem tudo exatamente como estava.

— Pela deusa… então é verdade.

A mulher parecia completamente ultrajada.

— O que é verdade, senhora? — perguntei no mesmo tom que ela, com a coragem de quem tem um guarda-costas de quase dois metros ao lado.

— Sou avó de Adrian e Luna deste território. Soube que você está com as joias da Luna do Norte e vim buscá-las.

— Aqui a Luna sou eu. Por acaso a idade já mexeu com seu juízo?

Achei que lobos não sofressem desse tipo de moléstia. E, para sua informação, as joias foram presentes da minha sogra, Eliz.

— Humana insolente!

— Por favor, saiam. — Pedi às servas, que pareciam mais do que aliviadas em obedecer.

Esperei até ficarmos praticamente sozinhas.

— Se a senhora voltar a meter o nariz nas minhas coisas, nem chegará a conhecer seu bisneto. Ficará proibida de chegar perto desta casa.

— Bisneto?

Ela ficou imóvel por alguns segundos. A boca aberta formava um “O” perfeito, enquanto sua expressão demonstrava pura repugnância.

bônus 103 O ódio dos ômegas. 1

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.