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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 110

Adam

Desci as escadas em silêncio. Atenor vinha no meu encalço. Agora todo mundo achava que eu precisava de babá nessa porra!

— Cai fora, Atenor. Você é o último lobo que eu quero ver na minha frente. — xinguei. — E aquele elfo orelhudo também, que com certeza deve ter sentido as curvas da minha fêmea. No mínimo.

Saí da casa e me transformei. O infeliz continuou me seguindo. Logo vi os lobos do Antero e do Amiel correndo atrás — ficaram a dois metros de distância o tempo todo, cuidando para que eu não fosse pego sozinho por algum renegado, enquanto me davam espaço. Como eu ainda estava com raiva desses caras.

Parei no alto de um morro e voltei à forma humana. Achei um tronco grande, sentei e fiquei olhando o cair do sol e a lua brilhar, pensando no descontrole da minha situação. Os três lobos permaneceram em forma lupina, apenas me observando. Alguns minutos depois, Atenor se transformou em humano, seguido pelo Beta e pelo Gama.

— A elite dos lobisomens, destinada a sofrer por suas fêmeas — Antero falou, como se conhecesse bem a minha dor. — Se os outros lobos soubessem disso, não desejariam o nosso lugar.

— Vocês não entendem — disse eu, com amargura. — A Eliz fez um contrato com o Gustavo. É como se ele fosse, na prática, pai das crianças. Ele tem todo o direito a eles. E eu? Sou o quê?

— Ei, cara! — Atenor sentou ao meu lado. — Só pra avisar: você fez de novo.

— O que você quer dizer? — perguntei. Ele estalou a língua, quase me repreendendo entre linhas.

— Você não ouviu sua fêmea. Eu supervisionei o contrato.

— Claro, sua pata tinha que estar no meio. — bufei.

— A Eliz cuidou para evitar uma guerra que durasse gerações. Ela foi levada àquela decisão por estratégia e exigiu que nunca fosse revelado aos filhotes que foi você quem matou o pai deles, por ordem do Gustavo, ou por qualquer outro motivo que causasse desconfiança.

— Eu consigo me defender do Gustavo — retorqui.

— Ela quer que os filhotes te amem. Não quer desconfiança nem brigas entre vocês no futuro. — Atenor respondeu com calma.

Hum... Talvez, se eu matasse o Gustavo, começaria uma guerra entre matilhas. Por isso, nos últimos dias, eu mesmo cheguei a pensar em desistir depois da briga feia por causa da Eliz.

Na minha cabeça, Igor uivava em aprovação pela inteligência da nossa companheira.

Não entendi de primeira, embora meu corpo tenha começado a aquecer repentinamente. Me transformei e os segui, conectado pelo elo mental.

— De quem será o ataque? — perguntei, já me preparando para rasgar algumas gargantas.

— Não é um ataque. — Atenor respondeu na minha mente. — Lívia usou seu poder de sacerdotisa; ela é fêmea do Beta.

Agora fazia um pouco mais de sentido. A pressa deles não era agressiva, era ritualística.

— Onde você viveu, Supremo? Nunca foi a uma cerimônia na matilha do Beta? — Atenor me peguntou, me ultrapassando em uma curva.

— Estamos na matilha do Gama Antero. Elas não ousariam... — comecei exitante .

— A Luna do Beta faz o que quer e onde quiser; ela transita entre as duas matilhas como uma deusa. Pelo que estou vendo, a Luna destinada terá o mesmo poder.

As cerimônias na matilha do Beta eram as mais poderosas, próximas à deusa — primordiais, evocando os sentidos mais primitivos dos lobos e regadas a rituais antigos. Minhas patas começaram a se mover como o vento.

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