Adam
Antes de chegar ao altar, senti o cheiro inebriante da minha fêmea. Os outros continuaram correndo, cada um em direção à sua companheira. Eliz estava de costas, os cabelos ruivos soltos ao vento; seu quadril se movia num rebolado hipnótico. Quando ela se virou, faíscas percorreram meu corpo com a intensidade do seu olhar.
A pele dela brilhava à luz da fogueira; os seios fartos, tudo nela me encantava.
Ouvi os machos gritarem ao ver Antero e Amiel agradando sua fêmea.
Eliz jogou um véu em mim, depois outro — sua roupa desaparecia a cada pedaço de tecido lançado.
Peguei o véu, segurei-o junto ao rosto, inalando seu aroma enquanto observava o corpo dela se mover. Meu lobo, em êxtase, vibrava: reivindique-a, minha.
Houve outra chuva de uivos e aplausos. Os machos incentivavam Atenor, que possuía a delicada fada com um tesão desmedido em sua forma lupina.
Peguei o véu, segurei-o junto ao rosto, inalando seu aroma enquanto observava o corpo dela se mover. Meu lobo, em êxtase, vibrava: reivindique-a, minha.
Houve outra chuva de uivos e aplausos. Os machos incentivavam Atenor, que possuía a delicada fada com um tesão desmedido em sua forma lupina.
Meu coração disparou; o corpo tremia de necessidade. Meu lobo queria montá-la, como pede o ritual, observando, encantado, a fêmea poderosa que a Deusa nos deu. Seu cheiro de excitação me deixava dolorido de tão duro.
Mas eu temia não poder fazê-lo. Temia que seu corpo, fragilizado pela gravidez, não resistisse.
Os tambores aumentaram o ritmo e, por um momento, cessaram, terminando com ela em pose baixa — um joelho no chão, o rosto coberto pelos cabelos. Caminhei até ela decidido; levantei seu rosto com o dedo indicador até encontrar os meus olhos — havia ansiedade neles.
Se eu não a tomasse, ela poderia encarar aquilo como rejeição. E eu não queria mais mal-entendidos entre nós.
— Você quer isso, fêmea? — Minha voz, misturada à de Igor, meu lobo, saiu rouca e necessitada até aos meus próprios ouvidos.
Esperei, ansioso, pela sua resposta.
O sorriso lento que curvou seus lábios foi a resposta. E meu lobo explodiu dentro de mim, pronto para reivindicar o que era nosso.
**Eliz
O vento trazia até mim o cheiro dele — excitado, denso, impossível de ignorar.
Sério que ele me perguntou se eu queria isso?
Depois de tudo?
Depois que eu fiz a dança de acasalamento inteira para ele, oferecendo meu corpo, minha fertilidade e minha alma diante de toda a matilha?
Acho que meu sorriso me denunciou.
— Sim.
De canto de olho, vi as fêmeas não acasaladas assumirem suas formas lupinas. Cada uma empinou o traseiro para o macho escolhido e disparou em direção à floresta.
Os machos só poderiam correr atrás delas quando os machos no altar chegassem ao limite.
E então percebi: nós éramos a última barreira entre eles e suas fêmeas.
E eu garantiria que todos saíssem daqui pegando fogo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...