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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 117

Eliz

Depois de verificar a saúde de Aquiles e Artemísia — que dormiam tranquilos no carrinho — Kane, nosso motorista, desmontou o carrinho e colocou as malas no carro. Desde que ele encontrou sua companheira, as implicâncias de Adam cessaram, e agora os dois se respeitam.

Minha mãe e eu prendemos cada bebê em seu bebê-conforto, ajustando os pequenos cintos.

— A vovó vai cuidar deles. Vá tranquila para sua consulta — disse ela, sorrindo.

Meu coração se aqueceu. Meus filhos renovaram nossa família. Meu pai e minha mãe estavam mais unidos do que nunca, e Adam conversava com meu pai como se nunca tivessem brigado.

No hospital onde Helena atendia, subi até a recepção.

— Aguarde um momento, por favor. — A atendente saiu com uma prancheta e logo voltou para me levar até a médica.

— Eliz, como você está?

— Bem. Tenho sido muito mimada pelos meus pais… e pelo meu companheiro — admiti, sorrindo.

— Seu emocional está ótimo. Já tive pacientes que ficaram deprimidas por um tempo após uma situação delicada como a sua.

Ela franziu a testa enquanto analisava meus exames, batendo a caneta no papel.

— Vamos fazer um ultrassom para dar uma olhada melhor.

Fui conduzida para a sala de ultrassonografia.

— Aqui — ela apontou para a tela — veja este pequeno risco. Acho que está cicatrizando melhor do que imaginei. Você tem uma cicatrização magnífica, Eliz.

Sorri, mas não compreendi totalmente. Talvez por ser humana, Helena ainda se impressionasse com nosso corpo lupino. Mas eu tinha uma dúvida urgente.

— Helena… posso te perguntar uma coisa?

— Claro.

— É normal o macho não querer ter contato íntimo com a fêmea por tanto tempo? Adam não me toca desde o parto… — confessei, envergonhada.

Ela desviou o olhar da tela para mim, sua expressão suavizando.

— Não é o comum, mas cada um reage de um jeito. Talvez ele tenha ficado traumatizado por te ver naquela situação. Medo de te perder. Tenha paciência.

Meus ombros caíram. Assenti em silêncio.

— Quero você aqui de novo no mês que vem.

Exausto, ele caiu de joelhos, arfando.

— Adam, você tem visita — Ajax avisou atrás de mim.

Mateo aproveitou minha distração e acertou meu rosto.

Inferno. Eliz vai perceber se eu aparecer com hematomas todos os dias.

Segurei o pulso dele com força e deixei minhas garras surgirem. Ele arregalou os olhos ao perceber a merda que fez.

Entrei no alojamento com a mão e parte do antebraço de Matei pingando sangue pelo corredor até chegar a porta do meu escritório. As funcionárias saindo imediatamente da minha frente com o olhar de espanto.

— Ajax, coloca isso no gelo e manda entregar ao pai do Mateo. Avisa o que aconteceu. Quem está me procurando?

Ajax pegou o braço, bufando de raiva. Na visão dele, eu deveria matar qualquer um que me desafiasse. Mas eu sabia mais, estava construindo alianças… pais me devendo a vida de seus filhos imbecis.

Entrei no meu escritório, com a camisa branca salpicada de sangue, e encontrei a visita mais improvável.

— Gustavo.

— O quê? Sério? — ele cruzou os braços. — Você também quer me desafiar?

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