Adam
— Mataria você de bom grado. Mas não nessas circunstâncias.
Gustavo tinha as pernas cruzadas e um jeito tranquilo. Para quem estava em um lugar com o assassino de seu filho
— Eu deveria ter reconhecido os sinais da loucura e parado meu filho a tempo. Eu tenho só mais uma chance nessa vida.
Ele parecia falar consigo mesmo, mais que comigo.
— Seus netos? Não perca seu tempo comigo, Eliz nunca os entregaria, e eu não ajudaria você nisso.
— Ah, o amor... mesmo em silêncio, pode se ouvir ao longe. — Ele fala tranquilo, inclinando a cabeça para baixo como quem acalenta memórias dinstantes, enquanto olha as horas em seu relógio e puxa a manga de sua camisa branca por baixo do terno.— Eu não tive o prazer de ter uma mãe, nem o meu filho. Eu não quero isso para os meus netos.
Porquê eu confiaria nele?
Sentei na minha cadeira desconfiado.
— Vim oferecer meus guerreiros, caso necessite.
Assim, ele conseguiu minha atenção.
— Por quê faria isso?
— Pelos meus netos, claro. Se você morrer, Eliz ficará viúva jovem, se casará de novo. Meus netos podem não arrumar um...
— Pai? ou serem tratados como bastardos a margem da sociedade lupina. — falei e Gustavo ponderou, pensativo.
— Enfim. Eu prefiro você vivo. — Enfim ele ergue seu rosto, me olhando com seriedade. Deveria ter custado muito a decisão que ele tomou de me oferecer a bandeira branca.
A verdade cruel e que quem brinca com fogo, uma hora se queima, de tantos lobos querendo me matar para tomar meu lugar, uma hora algum me pega fraco ou distraído o que acabaria encurtando minha vida. Isso é um fato.
— Eu agradeço sua oferta Gustavo. Ainda que não seja por minha causa.— comecei a olhar o sangue na minha camisa, sem jeito— Obrigado.
Eu nunca seria amigo do Gustavo, mas pelo gêmeos seria melhor uma convivência pacífica.
Extendi minha mão a ele.
**Eliz
Adam chega com sua postura imponente o paletó dobrado em um doa braços, meus continuam a serem atraídos pelo seu magnetismo, quando seu olhar encontra o meu, ele abre um sorriso predatório. Seua olhos se iluminando.
Um macho comum me pegaria sem pestanejar, Adam não era comum, me surpreendeu apenas encostando de leve os lábios nos meus, tirando do bolso um pequeno estojo preto, o abriu mostrando um colar de pequenos diamantes e pendia um a pedra oval com um brilho eletrizante, uma turmalina Paraíba, como ele havia descoberto meu facinio pela pedra eu não sei, mas ganhei esses meses anel, gargantilha, colares, pulseira, tornozeleiram.
Algo me dizia que ele não queria que eu sentisse falta das jóias da Luna do Norte que não foi me entregue por Sinara, sua mãe,a tradição dizia que as jóias eram passadas de fêmea para fêmea, ela sequer tinha vindo nos visitar desde que voltei e já fazem dois meses. Adam sempre fala que ela e Cedric estão ocupados cuidando das matilhas para que ele tenha mais tempo disponível para mim. Deixeime levar pela desculpa.
Seus lábios roçaram de leve os meus. Suas mãos quentes ainda em meu pescoço depois de colocar o colar nele.

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