Adam
Embora eu tivesse me preparado para várias reações da minha fêmea, não esperava o que veio.
Ela estreitou os olhos esverdeados e tocou suavemente cada hematoma com a ponta do dedo, uma pequena tortura deliciosa. Sua voz saiu suave e delicada:
— Eu fugia quando podia para espiar seu treino, sabia?
Um sorriso involuntário se formou no canto dos meus lábios. Eu me lembrava da pequena fêmea tremendo a cada golpe que eu levava. De alguma forma, isso me dava coragem para enfrentar os treinos sem reclamar. Eu não queria que ela me visse choramingando.
— Humm…
— Nada de chorar. Não é permitido demonstrar dor. Um Supremo que pede ajuda não é digno de liderança, melhor morrer com dignidade...
Ela dizia isso enquanto beijava delicadamente cada uma das minhas feridas. Eu grunhi, sem estar acostumado. Nem sabia que um macho podia ficar vermelho até as orelhas. Eu era um livro aberto para ela. Não que eu o fosse para mais alguém, somente ela possui o poder de me desvendar.
— Vocês são meus para proteger. E eu falhei com você. Sou culpado pelo que aconteceu. Culpado por você ter engravidado de filhos que não são meus, pela sua infertilidade e por tudo o que vier por isso.
Lágrimas involuntárias desceram, e virei o rosto para escondê-las. Ela segurou meu queixo e beijou cada face molhada.
— Então você escolheu ficar comigo mesmo sabendo que eu não poderia te dar um filho herdeiro?
Ela absorveu a informação.
— Primeira regra dentro do nosso quarto, Adam: nunca mais esconda nada de mim.
Não pude deixar de rir, então ela lembrava.
Abracei o pequeno corpo dela e acariciei suas costas enquanto tentava controlar minhas emoções agitadas.
Ela se afastou. Seu rosto endureceu e seus olhos ficaram frios como eu nunca tinha visto antes na menina que vi crescer, na adolescente que girava ao meu redor até seus dezesseis anos.
***Eliz***
— Você tem certeza, Eliz?

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