Adam
Na sala reservada do rei Lucien estavam o beta real Amiel, o gama real Antero e os dois Supremos.
Os Supremos do Leste e do Oeste treinavam no centro, enquanto nós observávamos.
— Soube que a Luna Suprema anda incendiando casas de alfas até o chão — disse Amiel, como se fosse um segredo, embora todos ali tenham ouvido claramente.
— Ouvi algo a respeito — resmunguei, querendo encerrar o assunto mais comentado do reino ultimamente.
— Deveríamos chamá-la na próxima reunião de Supremos.
Tentei manter a face de lobo frio, mas Amiel é mestre em me irritar. Eu não queria minha fêmea ali, rodeada de machos.
— Ela foi treinada anos por Lycans — disse eu, observando os lobos que se agarravam durante o treino. Imaginei Eliz ali e já me deu raiva — pergunta à sua companheira a capacidade da minha fêmea.
— Quando sua fêmea anunciou que queimaria a matilha inteira do lobo que te desafiasse, eu quase mijei de tanto rir — falou o Supremo lobo do Oeste, saindo por cima do lobo do Leste: havia vencido a luta.
Dei de ombros.
— Eu gostei quando ela venceu aquela luta contra um alfa, bateu na bunda dele, filmou e mandou para todos os outros alfas. Avisou que eles podiam sonhar em derrotar o Supremo número um, quando nem eram capazes de passar pela fêmea dele — acrescentou o Antero. Aquele alfa ficou desmoralizado em todo o reino.
— Vocês podem até questionar os métodos, mas não a eficácia da minha Luna.
Eu era o lobo que tinha uma fêmea defendendo a retaguarda. Minha moral foi abalada, mas o peito enchia-se de um orgulho surdo por ela ter conseguido meter medo em tantos idiotas que me enchiam o saco três vezes ao dia. Naquele mês, apenas três lobos haviam me desafiado formalmente.
Ao final da luta, nos corredores do castelo, avistei Atenor.
— Como vão a Ania e o filhote? — perguntei.

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