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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 121

Eliz

Minha administração como Luna Suprema estava indo bem. Kane distribuía ervas raras em territórios de bruxas, fadas e orcs. Os seres sobrenaturais já nos conheciam e até alguns humanos haviam batido em nossas fronteiras. As armas com balas de prata que eu havia encomendado chegaram — agora seria bem difícil invadir nossa fronteira — e nosso número havia dobrado.

Ironicamente, a noite que marquei Adam e o dia em que ele me marcou aconteceram na minha matilha. As fêmeas com companheiros — abençoadas por Selene — estavam quase todas esperando. Eu supliquei todos os dias para que meu útero fosse curado.

Um mês havia se passado e eu estava de volta ao consultório da minha médica, Helena.

Expliquei a ela que Adam não me havia contado nada sobre a minha ruptura uterina e pedi os detalhes do meu caso.

— Vamos fazer uma ultrassonografia hoje; eu te digo como está — respondeu ela.

Fomos para a sala de ultrassom. Ela espalhou o gel frio na minha barriga; meu coração disparou e minhas pernas ficaram moles de ansiedade e expectativa.

— Hum — murmurou Helena. Franziu a testa, mordia a bochecha e olhava meu exame antigo nas mãos e a tela, alternando entre os dois.

A sensação era de que eu ia morrer de expectativa.

— Eliz, houve uma melhora muito pequena — disse ela por fim. — Se você engravidar agora, corre o risco de que a ruptura se abra antes do feto estar suficientemente desenvolvido... eu... sinto muito.

Meus olhos se encheram de lágrimas; apertei os lábios em linha fina. Helena me abraçou.

— Sinto muito em dar essa notícia — repetiu ela. Comecei a limpar o rosto e joguei o papel na lixeira. Embora eu gostasse de Helena, quis sair dali o mais rápido possível.

— Eliz ainda pode melhorar com o tempo. Não perca a esperança — tentou consolar.

Assenti, mas, no fundo, imaginava que Adam estava certo: se minha mãe teve apenas uma gravidez — e a mãe dele também —, quantas chances eu teria?

Caminhei, pensando no que fazer. Adam havia treinado a vida inteira para ser o Supremo do Norte; para ele, filhotes eram tão importantes que ele me trouxe de volta conforme estava estipulado no contrato. Ser alfa é uma tarefa extenuante: quando o filhote vira adulto e se mostra capaz, ele é colocado à frente da matilha no lugar do pai. Não se espera um lobo ficar velho; ele seria atacado e morto primeiro.

O que eu deveria fazer? Permitir uma parideira? Usar uma barriga de aluguel? Eu tenho forças para viver sem ele?

Ao chegar em casa, fui direto ao escritório do meu pai. Entrei e fechei a porta com cuidado.

— Pai — chamei, tentando conter o choro entalado em minha garganta.

Ele parou de escrever e ergueu a cabeça; os olhos encontraram os meus.

— Ah! Minha filha, temi tanto esse resultado — disse ele.

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