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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 18

Eliz

—É tão bom ver vocês juntos de novo. — Ela nos envolveu em um abraço, e pude sentir a sinceridade na sua alegria.

— Vou tomar um banho. — Falei, tentando me soltar do seu aperto, embora, no fundo, eu adorasse aquele carinho. — Depois quero saber das minhas amigas: quem casou, quem teve filhotes e todos os babados da matilha.

A água quente caiu sobre mim, mas não foi suficiente para relaxar. Consegui sentir a presença dele no território, e Nara começou a se agitar dentro de mim.

Uma batida firme ecoou na porta. Logo depois, a voz da minha mãe:

— Filha, o Supremo do Norte está na sala e quer falar com você.

Meu coração disparou. Nara estava eufórica.

"— Tire o colar enfeitiçado. Quero que ele saiba quem somos. Quero me conectar com o lobo dele."

"Ainda não é a hora. Não sabemos como seremos recebidas."

"— Tínhamos um trato!"

Ela tentava tomar o controle, e a sensação era de ter uma inimiga morando na minha cabeça.

"— Vou tirar o colar no momento certo. Só mais alguns dias. Se controla, Nara... ou esqueceu do dia em que ele nos tratou como uma sarnenta?"

"— Não..." — Ela parecia ter saído do frenesi.

Vesti um dos meus vestidos antigos, enfiei rápido pela cabeça e escovei o cabelo ainda molhado. Não queria me arrumar demais — não daria a ele o prazer de pensar que eu estava tentando impressioná-lo.

Ao entrar na sala, o mundo pareceu parar. Quando fui embora, ele tinha vinte e quatro anos — um jovem bonito. Agora, aos trinta, o corpo estava mais robusto, os músculos desenhando-se por baixo da camisa branca impecável. A pele morena contrastava com os olhos escuros, e o cheiro... amadeirado com um toque de chocolate, um convite proibido.

— Supremo. — Falei, controlando a respiração para não deixar transparecer nenhum sinal de que eu apreciava muito seu porte físico.

— Eliz... — O olhar dele cravou-se em mim, e minhas pernas quase cederam.

"— Ninguém resiste ao parceiro de alma." Nara sussurrou. Eu a ignorei.

— Então, a que devo a honra, Supremo?

— Me chame de Adam. Duvido que tenha esquecido meu nome.

Ela entendeu. E, ainda assim, usou a ocasião para ensinar aos outros como tratar uma possível vítima.

Ao sair, caminhei ao lado do meu pai. O silêncio entre nós foi nossa despedida.

Entrei no carro do Supremo e reconheci o motorista: Kane, um guerreiro da minha antiga matilha. Crescemos juntos.

— Kane. — Sorri educadamente.

— Luna Eliz. — Ele não levantou os olhos.

— Desça, Kane. — A voz de Adam cortou o ar. — Está dispensado da minha matilha.

— Vá até meu pai e peça para ser contratado lá. Diga que eu pedi. — Falei.

— Eu arranco suas tripas se te vir lá, macho. — Adam finalizou, em um rosnado. Pelo bem de Kane, fechei bem meus lábios. Não quero ele ferido por minha causa.

Ótimo começo.

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