Eliz
O Beta do Supremo tomou a direção no lugar de Kane.
—Luna.
Não respondi. Conheço o Beta do Supremo; provavelmente ele era quem levava e trazia a fêmea que peguei sendo abusada por ele. Concentrei-me em meu olhar de Luna. O Beta tinha a pulseira sem fio pendurada, o que significava que ainda não havia encontrado sua parceira. Lobos não vinculados são hormonais… quem sabe isso me seja útil no futuro.
Reconheci o território ao chegar. A casa da matilha, onde os pais dele moram, era na verdade um pequeno prédio: cada lobo tem sua suíte, e na parte de baixo há um grande salão onde todos se reúnem. A mãe dele veio ao nosso encontro. Talvez não soubesse o que o filho tinha aprontado ou, pior, aprovasse. Pude perceber pela expressão satisfeita, aquela que eu já havia visto muitas vezes em nossas visitas.
—Eliz, venha, vou mostrar a suíte que preparei para você.
Um alívio percorreu meu corpo. Pelo menos não precisaria dividir o quarto com o ogro Supremo.
—Obrigada. —Segui seus passos, observando cada gesto.
Ela parou por um instante, respirou fundo e disse: —Ouvi… sobre o Adam. Sei que ele não foi fácil com você.
—Não precisa se preocupar. —Mantive a voz
firme, embora meu estômago se apertasse e eu tivesse vontade de sumir.
—Você sabia disso, não sabia?—Encarei-a, sem medo.
—Eu… achava que era o melhor para você. —Engoliu em seco. —Queria que chegasse a hora certa para vocês.
Ela abriu a porta do quarto e mostrou um vestido de seda, em tom champanhe. O decote era generoso, tanto na frente quanto atrás. Sorri, olhando para ela, sem entender.
—Adam não te contou? — O sorriso dela se esmaeceu.
—O que eu deveria saber, Sinara? — Toquei a seda delicadamente, temendo a resposta.
—A cerimônia… — ela desviou o olhar — começará daqui a uma hora. Vim te ajudar a se arrumar. Pensei que, enfim, vocês tivessem se acertado.


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