Vanessa Bragança
Levantei-me dolorida, me arrumei e bati à porta do quarto do meu pai.
— Vanessa, entra, princesa. Acharam mais alguma câmera? — ele perguntou.
— Não. É sobre outra coisa.
— Acharam quem matou sua mãe? — o rosto dele ficou alarmado; a morte da minha mãe é seu ponto fraco.
— Ainda não. É sobre mim — disse eu — sobre o dono da empresa de segurança.
Ele se sentou na beira da cama.
— O que? Você dormiu com ele?
Abri os olhos e o sono sumiu, tomado pela surpresa.
— Sim. Era isso que eu ia te contar.
— Não acha que é muito cedo? Você está vulnerável emocionalmente.
Olhei nos olhos dele; sei que meu pai está preocupado.
— Pai, confia em mim.
Ele respirou fundo, pensou por um instante e respondeu:
— Sim, filha.
— Adrian não é bem o que parece à primeira vista — expliquei, vendo a sobrancelha dele se unir —. Ele me salvou naquele dia; não posso contar mais que isso.
Meu pai está acostumado a lidar com grandes famílias da máfia, então provavelmente vai imaginar que Adrian pertence a uma dessas famílias. Vou deixar assim.
— Acha que está segura com ele?

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