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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 21

Eliz

Uma loira se aproximou para nos cumprimentar. Seus olhos, no entanto, não estavam em mim, mas fixos no agora meu marido. Bastou chegar mais perto para eu reconhecê-la: a mesma fêmea que estava com ele no dia em que o peguei me traindo.

Nara rosnou dentro de mim, faminta por rasgar aquela face perfeita. Respirei fundo. Mais uma vez, lembrei a mim mesma: eu fui a primeira fêmea de Leon. Então, por mais que doesse, daria a ela o benefício da dúvida… por enquanto.

— Parabéns, Adam e Eliz. — O olhar dela deslizou até Adam, que desviou o rosto.

— Eu agradeço. — Adam tentou me puxar para longe, mas fiquei firme. Queria ouvir o que aquela cadela tinha a ousadia de me dizer.

— Você tem sorte em se casar com Adam. Ele jamais faria isso se você não fosse filha do Supremo do Sul.

— Isso é verdade. — Sorri com veneno. — Eu sou filha de um Supremo.

O sorriso dela se alargou, mas percebi o puro despeito, já tinha visto muitas vezes e reconheço uma predadora.

— Meu nome é Kaia. Vamos nos ver muito ainda. Sou prima do Adam. Seremos grandes amigas.

Ela me puxou para um abraço, fingindo doçura. Adam, nesse momento, se afastou para cumprimentar outra convidada. Foi a deixa dela.

— Vamos dividi-lo, então. — sussurrou contra minha orelha.

O sangue me subiu à cabeça. Fechei os punhos, sentindo as garras se projetarem e cortarem minhas próprias palmas. Só o cheiro do meu sangue me manteve consciente. Quando Adam voltou, estendi a mão instintivamente, mas a puxei de volta antes que ele a segurasse. Ele me agarrou pelo braço e me arrastou até uma varanda afastada.

— O que ela disse? — A voz dele era firme, o olhar implacável. Seus dedos apertaram meu queixo, me obrigando a encará-lo apesar da altura imponente.

— Não faz diferença. — Desviei o olhar. — Afinal, você manteve aquela cadela por perto todos esses anos.

— Quem era aquele lobo? — rebateu, sem largar meu queixo.

— Também não faz diferença. Não enquanto sua cadela desfila na nossa festa.

Os olhos dele se estreitaram.

— Mesmo? — avancei um passo, colando meu corpo ao dele. O olhar dele desceu para o vão dos meus seios expostos pelo decote. Lentamente, inclinou a cabeça, aspirando meu cheiro. O instinto me puxava até o pescoço dele, onde minha loba gritava para marcá-lo, para que nenhuma outra fêmea ousasse tocá-lo.

Mas, quando nossos rostos se roçaram, recuei por um instante. Foi o suficiente para sentir a ereção dele pressionar contra mim. O beijo explodiu faminto, como se ambos estivéssemos à beira da morte e o outro fosse a única fonte de vida. Ele desceu as mãos pela lateral do meu corpo, firme, até agarrar meu traseiro.

Minha sanidade vacilante voltou em um lampejo. O joelho subiu instintivo e certeiro contra a preciosidade entre suas pernas. Ele gemeu, curvando-se, os olhos vermelhos de dor.

— Se eu vir aquela puta perto de você de novo — murmurei, o ódio latejando nas veias — eu mesma arranco a cabeça dela com minhas garras.

Ele respirava entrecortado, o rosto vermelho, tentando se recompor.

— Você… não pode. — arfou. — Ela é… minha prima.

Por um segundo, fiquei imóvel. Então respirei fundo, quase em prece.

Selene, me dê paciência pelo bem da minha matilha. Que desgraçada.

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