Eliz
Deixei Adam lá e resolvi dar uma volta pelo jardim.
Não existiam convidados meus, e eu já tinha cumprimentado todos naquele coquetel, como convém a uma Luna.
— Luna Eliz — Kane me chamou pelo nosso vínculo de matilha.
Fiquei estática no mesmo lugar, assustada.
— Kane, enlouqueceu? Se o Supremo te expulsou só por me responder, imagina o que ele faz se te pega aqui. — falei preocupada, pelo elo.
— Eu só queria saber se estava segura, se precisa de ajuda pra fugir de novo.
— Se eu fugir, todos os nossos parentes e amigos seriam alvos do Supremo. Fique escondido na matilha do Sul por enquanto.
Quando vi Adam chegando, tomei o rumo de volta, desviando seu olhar do lugar onde Kane estava escondido.
— Esperando alguém, Eliz?
—Só esfriando a cabeça, Supremo.
Ele passou sua mão em meu pescoço, firme, prendendo meu fôlego.
—Se ousar me chutar de novo, vou te dar um corretivo que jamais esquecerá, entendeu?
—Luna?— Kane queria sair de seu esconderijo.
—Não se mova Kane.— Ordenei com a voz firme o.
Tentei puxar a mão de Adam. Pequenos pontos pretos começaram a aparecer na minha vista, até que ele finalmente me soltou.
Passei as mãos no pescoço, tentando recuperar o fôlego.
Ele pegou meu braço e me conduziu até o centro do palco, onde tínhamos acabado de ser oficialmente casados.
Pelo olhar do rei Lucien, eu sabia que o sapo viria agora.
Muitas vezes visitei o castelo quando criança, já o conhecia de longe.
Quando minha amiga Livia se acasalou com o gama e o beta real — amigos de infância dele — passei a realmente conhecer seus jogos.
Ele podia até falar por enigmas, mas o olhar do rei sempre era verdadeiro.



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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.