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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 23

Eliz

Eu estava furiosa quando senti suas mãos subirem lentamente, colocando novamente minha lingerie por dentro da minha roupa. Segurou minha cintura e me virou bruscamente; um susto fez minha respiração falhar. Os olhos dele cravaram-se nos meus, ardendo de raiva.

—Assim também não quero, porra! — rosnou ele. — Não preciso forçá-la; tenho várias dispostas quando eu quiser.

Um sorriso cruel apertou os lábios dele.

—Eu vou esperar, Eliz, até que me queira. Nesse dia você vai implorar pelo meu toque, fêmea, e eu vou te foder tanto que toda a matilha ouvirá seus gritos.

Não ousei responder. Apenas meu coração batendo tão forte quanto as asas de um passarinho poderia ser escutado naquele cômodo.

Adam

Eu não deveria me preocupar — ela é minha diante de toda a Alcateia. Então por que não quero forçá-la? Por que meu peito doeu com a rejeição? Respirei fundo, tentando recuperar o controle. Dei um soco na parede ao lado para extravasar.

—Está assustando a fêmea, Adam! — Igor rosnou em minha cabeça. Não entendo por que ele quer protegê-la.

Dou a volta e a deixo sozinha no quarto que minha mãe havia preparado, com esmero, para a nossa primeira noite. Primeiro ela me humilha fugindo por seis anos; agora nega-se a mim. Ela devia ter se curvado e pedido perdão com submissão — eu sou o Alfa Supremo do Norte.

Segui em direção ao oráculo da matilha, irritado.

—Dany!

—Entre, Supremo. — Ela seguia concentrada em suas poções, juntando várias folhinhas diferentes.

—Você me disse que quando minha Luna estivesse em meu território, minhas terras voltariam a ser férteis, assim como as lobas

—Humm... — Dany levou o dedo ao queixo. — Ela chegou hoje, e ainda não sei o seu vínculo com ela. — Franziu o cenho, confusa.

—E se não houver... — parei, pesando minha humilhação. — ...vínculo.

—Se o Supremo diz... então é simples. Seu coração já tem dono.

Rosnei em alerta máximo. Outro macho andou passando a mão no que é meu! Minhas garras de lobo latejavam sob as unhas.

—E agora? — sussurrei. — Minha matilha se acabará depois desta geração?

—Sugiro que se mostre mais a sua Luna como Adam e menos como o Supremo. Quem sabe assim ela esqueça o antigo... amor.

—Ela não tem direito a um "amor", — repliquei, duro. — Eu nunca procurei minha Luna destinada por respeito ao contrato firmado.

—Para a maioria das fêmeas, o sexo anda de mãos dadas com o amor — Dany afirmou, com a calma de quem já viu muitas histórias se repetirem.

—Não tem nada a ver uma coisa com a outra, oráculo. Eu já era um macho maduro naquela época e tinha necessidades que precisava aliviar. Ela era uma menina; se nesses anos teve necessidade, o dever dela era me procurar. Eu sou o macho dela e...ela sabia onde me achar.

O oráculo permaneceu em silêncio por um momento, como se relendo suas visões. Em sua mente, a Luna destinada fora um presente ao Alfa Supremo do Norte; deles viria uma prole poderosa. Agora restava a perplexidade: como sua visão tivera sido enganada?

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