Eliz
Eu estava furiosa quando senti suas mãos subirem lentamente, colocando novamente minha lingerie por dentro da minha roupa. Segurou minha cintura e me virou bruscamente; um susto fez minha respiração falhar. Os olhos dele cravaram-se nos meus, ardendo de raiva.
—Assim também não quero, porra! — rosnou ele. — Não preciso forçá-la; tenho várias dispostas quando eu quiser.
Um sorriso cruel apertou os lábios dele.
—Eu vou esperar, Eliz, até que me queira. Nesse dia você vai implorar pelo meu toque, fêmea, e eu vou te foder tanto que toda a matilha ouvirá seus gritos.
Não ousei responder. Apenas meu coração batendo tão forte quanto as asas de um passarinho poderia ser escutado naquele cômodo.
Adam
Eu não deveria me preocupar — ela é minha diante de toda a Alcateia. Então por que não quero forçá-la? Por que meu peito doeu com a rejeição? Respirei fundo, tentando recuperar o controle. Dei um soco na parede ao lado para extravasar.
—Está assustando a fêmea, Adam! — Igor rosnou em minha cabeça. Não entendo por que ele quer protegê-la.
Dou a volta e a deixo sozinha no quarto que minha mãe havia preparado, com esmero, para a nossa primeira noite. Primeiro ela me humilha fugindo por seis anos; agora nega-se a mim. Ela devia ter se curvado e pedido perdão com submissão — eu sou o Alfa Supremo do Norte.
Segui em direção ao oráculo da matilha, irritado.
—Dany!
—Entre, Supremo. — Ela seguia concentrada em suas poções, juntando várias folhinhas diferentes.
—Você me disse que quando minha Luna estivesse em meu território, minhas terras voltariam a ser férteis, assim como as lobas
—Humm... — Dany levou o dedo ao queixo. — Ela chegou hoje, e ainda não sei o seu vínculo com ela. — Franziu o cenho, confusa.
—E se não houver... — parei, pesando minha humilhação. — ...vínculo.

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