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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 229

Artemísia

Pego meu celular e disco para Aurin.

— Como anda minha loba favorita? Soube que você anda arrebentando os machos de Garras de Gelo.

— Vou bem Aurin.Estou precisando de um favor...

Liliane

O celular começou a tocar, e prendi o ar nos pulmões ao ver que era minha mãe.

— Minha filha, como você está? Estou morrendo de saudades. Não vejo a hora de te abraçar. Sua irmã está preparando uma reunião com todas as amigas de vocês. Tudo que faz seus olhos brilharem estará sobre a mesa.

Fecho os olhos por um momento, sentindo o peso das expectativas.

— Obrigada, mãezinha. Depois da União, vou seguir viagem. E o pai?

— Está todo orgulhoso. Não economizou nenhum centavo no seu enxoval de acasalamento. Está a coisa mais linda.

Engulo em seco.

— Que bom que vocês estão felizes.

— Que voz desanimada é essa? Você prometeu que, quando voltasse, cumpriria o acordo com seu companheiro escolhido.

Meu peito aperta.

— Cumprir é uma coisa. Gostar é outra. Dariel não é meu companheiro escolhido pela deusa para que eu me anime.

Há um breve silêncio do outro lado.

— Eu não peço mais que isso. Quando conhecer melhor Dariel, vai se apaixonar. Ele é um lobo bonito e de ótimo caráter.

Forço um tom neutro.

— Claro, mãe. Preciso ir. Mande lembranças a todos.

— Pode deixar, minha filha.

A ligação se encerra, mas o vazio permanece.

Artemísia

Aurin chega acompanhado de um curandeiro e uma pequena mala, deixando-o diante da porta.

— Pedido devidamente entregue. — diz ele, com um sorriso orgulhoso.

— Muitíssimo obrigada — respondo, mantendo uma distância respeitosa.

Aurin arqueia uma sobrancelha, lançando-me um olhar curioso.

— Vamos entrar. Obrigada por me atender de última hora.

O curandeiro lança um breve olhar para Aurin, como se percebesse que sua presença não era exatamente opcional. Ainda assim, entra sem questionar.

— Aurin, se quiser descansar da viagem, posso levá-lo ao quarto de hóspedes. Ou prefere comer algo primeiro?

— Vou passar na cozinha e depois descanso. — Sua voz surge em minha mente pelo elo. — E quero saber todas as novidades quando terminar.

Assinto discretamente.

Deixo Aurin na sala e conduzo o curandeiro até meu quarto. Explico minha situação e entrego as receitas da médica humana.

— Posso examiná-la, Luna?

Faço um gesto afirmativo.

Tiro a roupa e me deito, abrindo as pernas. Estar nua não é um problema na minha espécie, mas ter algo dentro de mim, se movendo, sendo investigado... isso é desconfortável.

O exame termina, e me visto rapidamente.

— Então?

Ele abre a mala e retira um aparelho portátil de ultrassom.

— Não é tão avançado quanto o do meu consultório, mas deve servir.

Suas mãos são firmes e cuidadosas. Seu rosto permanece estritamente profissional.

O aparelho desliza sobre minha pele enquanto meu coração dispara, cada batida carregada de ansiedade.

Quando termina, ele limpa minha barriga e guarda o equipamento.

— Veja bem... preciso de mais exames para confirmar um diagnóstico definitivo. Mas Aurin explicou que sua União está próxima. Então lhe darei uma resposta parcial.

Eu o encaro, meu corpo inteiro em tensão.

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