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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 25

Eliz

— Tire a roupa e entre na água. — Ele não usou sua voz de comando alfa, mas o tom foi firme.

Franzi o cenho.

— Você disse que não me forçaria... — comecei a tirar a camisa e a calça jeans que havia colocado. Por algum motivo, quis testar a resistência da palavra dele. Tirei lentamente as peças, exibindo a confiança de um corpo bem treinado. Acho que também queria puni-lo um pouco. Eu sabia que meu corpo já não era o mesmo da menina que fugiu dele.

Seus olhos oscilaram entre o negro e o amarelo, sinal de que seu lobo estava à superfície — assim como Nara. Isso ameaçava meus planos. Fiz força para me concentrar. Eu sabia que, se demonstrasse desejo, seria um erro. Bastaria isso para que Adam tomasse todo o meu ser. Ele se tornaria o dono das minhas vontades e do meu corpo. Lobos são, por natureza, sedutores e dominadores.

— Hum... eu disse mais coisas, se lembra? — Ele avançou lentamente, como um lobo prestes a dar o bote. Ele deve ter se acostumado a fêmeas jogadas aos seus pés. Mas um lobo gosta de caça.

— Eu não vou te pedir nada. Você não é o meu tipo.

Ele chegou muito perto. Mergulhei, tentando escapar para o outro lado, mas sua velocidade me interceptou. Nara ronronava com o toque dele. Não me debati, temendo que o atrito do meu corpo contra o dele desencadeasse algo pior.

Ele me cheirou da cabeça para baixo, o nariz quase roçando minha pele. Por um instante, pensei que me beijaria. Mas seguiu até meu pescoço, roçando exatamente no lugar onde ficaria sua marca, caso tivéssemos acasalado como os lobos normais. Mas entre nós só havia o casamento imposto pelas leis.

— Você sabe que teremos o ritual de acasalamento e vínculo com a minha matilha.

— Ainda dá tempo de desistir, Adam. Não me force a isso. — Sussurrei, já que ele mantinha o rosto colado ao meu pescoço.

— Sua prima... — Ele rosnou, me interrompendo.

— Enquanto você não amadurecia, eu te via como uma criança.

Meus olhos arderam. Nara choramingava que era a hora de revelar a verdade: eu era sua companheira destinada, metade da sua alma. Mas fechei a boca com força.

Ele se aproximou outra vez. Tentou me beijar, mas virei o rosto em negativa.

— Se teve outros, por que não me quer? Por que me rejeita? Qual é o seu tipo? — Não consegui responder. Ele então afastou uma mecha de cabelo do meu rosto, o toque aquecendo minha pele. Aproximou-se para um beijo, devagar, e dessa vez não desviei. Seus lábios foram gentis no início, mas logo aprofundou o contato.

Suas mãos seguravam meu rosto, enquanto nossos corpos colados denunciavam sua ereção. Nara, feliz, me instigava a querer mais e mais. Passei as mãos por cima de seus ombros, fazendo meus seios se colarem ao peito dele. Adam desceu as mãos até minha cintura, e eu gemi, rendida.

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