Artemisia
Ao observar Aquiles cruzando o salão com sua fêmea, não consigo evitar um leve sorriso.
— Isso é coisa sua, Luna?
O som do motor se afastando arranca de mim um sorriso, mas ele some ao ver Lisandro me encarando, furioso.
— Eu não abri a boca para Aquiles — ergo as mãos em rendição. — Não estou atrás de briga. E fui eu quem salvou o seu filho… então estamos quites.
— Pai, precisamos ir atrás da Liliane — fala Alaric, levando a mão ao pescoço, marcado pelos dedos de Aquiles.
— Sério mesmo que vai tentar, Alaric? Porque, até você chegar, Aquiles já terá reivindicado a Liliane em versão completa e estendida… e talvez repetido algumas vezes.
O rosto de Alaric se contorceu em indignação, mas o pai de Liliane se adiantou:
— Uma união entre famílias, quase vinte anos em construção, foi arruinada por ele. O macho está quase desmoronando.
— Não se preocupe com isso. São apenas negócios de família; trocar de filha não faz diferença — digo ao pai de Liliane.
Alaric franziu a testa diante de Lia. Todos ficaram em silêncio absoluto, e eu engoli seco, nervosa.
— Alaric, você vai concordar que Lia é tão linda quanto Liliane.
— Não vou obrigá-la a tomar o lugar de sua irmã — falou ele, olhando diretamente para ela.
— Eu… tomaria esse lugar, se você me aceitar, Alaric.
— Viu? Tudo resolvido. Se o problema era reunir a família, já está feito.
— E a Liliane?
— Ela ficará bem. Meu irmão jamais faria mal àquela ômega.
Os convidados já demonstravam impaciência, e a cerimônia acabou se resumindo a um rápido gesto: os dois assinaram o contrato.
Trouxeram um vestido mais formal para a nova noiva, que carregava nos olhos um ar de resignação. Ela e Alaric formavam um par harmonioso, quase perfeito. Fiquei ali, observando, torcendo para que, de alguma forma, eles conseguissem se entender no futuro.
Lisandro já me fuzilava com o olhar, enquanto eu me afastava, preocupada, tentando manter nossa união pacífica das alcatéias.
— Vamos dançar, carinho? — Felipe me oferece a mão e, ao tocá-la, tudo ao meu redor parece desaparecer.
**Aquiles
Ali, deitado, contemplando Liliane ao meu lado — meu braço servindo de travesseiro e o dela repousando sobre minha cintura — passo a mão por sua cintura fina. Ficamos frente a frente; acaricio suas costas e ela relaxa sob meu toque, totalmente receptiva. Ainda me irrita pensar que quase perdemos isso.
— Não durma.
Seus olhos se abrem, me observando.
— Está pronta para me receber de novo?
— Mas você acabou de terminar — ela ofega.
Passei minha mão das costas até a lateral dos seus seios, observando seus mamilos rosados se erguerem, pedindo meu toque. Estou disposto a tudo que seu corpo aguentar de mim.
— Não me vejo cansando de você tão cedo, ômega. — Me abaixo e começo a sugar e brincar com seus seios. O arquear do seu corpo me diz que estou no caminho certo. Quero explorar todos os seus pontos sensíveis hoje.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...