***Adrian
Observo o berço que meu pai entalhou e me pego pensando se Vanessa gostaria da peça de madeira, com pequenos lobos esculpidos. Será que acharia cafona… ou antiquado?
— Cansou de mim e resolveu se esconder, foi? — ela me abraça por trás, e seu cheiro de mar me envolve. Já consigo sentir suas curvas um pouco mais arredondadas… e a energia do nosso filhote.
— Eu jamais me cansaria de você. — seguro seus braços e a puxo para frente, roubando um beijo delicioso.
— Que lindo, Adrian… — ela se aproxima, observando os entalhes.
— Meu pai fez para mim. Minha mãe deu uma bronca nele, porque não queria tratamento diferente entre nós. Então… existem mais dois desses.
— Sua mãe é uma figura, pelo jeito.
— É sim. E provavelmente virá ficar por um tempo, se você não se importar. Como sua gravidez é híbrida, ela tem experiência e bons contatos… Quero que tudo seja o mais seguro possível para vocês dois.
— Aqui deve ter uns quarenta quartos. Por que eu me incomodaria? — ela ri. — Na verdade, eu adoraria. Logo vou saber o sexo do bebê e vou sair às compras. Mulheres são melhor companhia pra isso.
— Como assim, Luna? Já fui trocado?
— Só um pouquinho. — ela junta o indicador e o polegar, mostrando um espaço mínimo.
Passo os braços em sua cintura, ficando de frente para ela.
— Deixa eu te contar a novidade… Aquiles raptou a Liliane no altar.
A boca dela se abre em um perfeito “o”.
O que me faz gargalhar.
***Artemisia
Depois do casamento de Lia e Alaric, voltamos para a pousada. Entro no meu quarto, desanimada.
— E agora, posso chamar os guerreiros?
— Felipe!
— O quê? Esse macho vai odiar ainda mais todos os Alfas. Ele nunca vai aceitar um acordo… e temos machos enchendo as celas para não se matarem.
Sento na cama, tirando os saltos.
— Me deixa pensar um pouco. Eu realmente não contava com essa novidade… embaralhou todos os meus planos.
Tiro os grampos, soltando o cabelo.
— Ao menos Aquiles conseguiu chegar a tempo. Você realmente cumpre suas promessas, não é? — algo em seu tom me deixa em alerta.
— Sim. Fui criada para manter minha palavra. Era muito importante para Adam… e eu sempre o admirei por isso.
Sinto a confusão dele com a decisão que tomei.
— Você também prometeu aos machos de Garras de Gelo uma solução. E ela está bem à nossa frente… basta tomarmos.
Ele fala como se eu não pensasse nisso dia e noite.
— Não me pressione, Felipe. Eu estudo esse caso há mais de três anos. O que são alguns dias… ou meses? — perco a paciência.
— São machos nossos morrendo! E agora sua lealdade precisa ser com eles. Antes você não tinha interesse em Garras de Gelo, mas agora não pode continuar assim.
Felipe grita, frustrado.
Vou até a porta, mas ele segura meu braço. Rosno. Ele me puxa de volta.
— Não rosne para mim. Eu sou seu macho, porra!
— Desculpa… — sussurro, me aproximando. Envolvo seu pescoço com os braços. — Me desculpa…
Deposito pequenos beijos, até que ele corresponde… sem muita vontade.
— Não vou fazer isso de novo, prometo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...