Luna Vanessa
Acordei de um breve cochilo e permaneci deitada, observando todos no quarto. Ania tinha uma das mãos segurando meu tornozelo, espalhando um calor suave pela minha pele. Algo me dizia que aquilo tinha relação com o fato de eu me sentir muito menos cansada do que deveria.
Ania estava sentada, confortável, no colo de Atenor, que lhe cheirava o pescoço sem se importar com o quarto cheio. Ragnar havia ganhado um bercinho ao lado das irmãs, mas Artemísia ainda o mantinha nos braços. Gustavo, Adrian, Adam — com Axel no colo — e Felipe haviam juntado cadeiras e conversavam sobre territórios.
Agora eu realmente começava a entender o significado de uma alcateia.
— Vamos, Vanessa. Sente-se para comer. — Eliz surgiu com uma bandeja repleta: um prato fumegante, pãezinhos, frutas, geleia e queijo.
— Eu não como tanto assim… mas obrigada. — Sentei-me, apoiando a bandeja no colo, surpresa ao perceber como consegui devorar quase tudo.
— Vou alimentar a pequena na sala pediátrica.
Quando abri a porta, um homem estava prestes a bater.
Senti a atmosfera mudar imediatamente. Todos no quarto ficaram atentos, fazendo com que ele se encolhesse um pouco.
O homem parecia ter corrido muito; estava suado, tentando recuperar o fôlego.
— Alfa… — ele olhou para Felipe, como se pedisse permissão para falar.
— Aqui todos são a porra de um Alfa. Fala logo. — Felipe respondeu, impaciente.
— Renegados estão vindo direto para o nosso território.
— Quantos? — Gustavo perguntou, já em alerta.
— Talvez uns cinquenta. Devem ter percebido que o número de machos diminuiu por causa do programa de acasalamento.
Felipe foi até Artemísia, beijou-a rapidamente em despedida e saiu, seguido por Gustavo e Adam.
— Ei! Nem me convidam para a festa? — Atenor brincou, tirando a fada do colo antes de segui-los.
Adrian colocou Axel em meus braços.
— Volto logo. — Ele me deu um beijo leve.
— Mãe, cuida dela.
— Nem precisava pedir, Adrian. Cuidem-se. — Eliz respondeu, enquanto eles já deixavam o quarto.
Algo apertou em meu peito.
— Não faça essa carinha. Nossos machos são mais fortes do que você imagina.
A fada falou com tranquilidade, como se aquilo fosse apenas mais um dia comum.
Aurin voltou apressado de sua saída.
— Ué! Cadê os machos?
— Foram lidar com uns renegados.
Ele saiu novamente às pressas, mas retornou logo em seguida.
— Liliane acordou… ainda não sei mais do que isso. Estou indo ajudar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...