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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 295

Luna Vanessa

Acordei de um breve cochilo e permaneci deitada, observando todos no quarto. Ania tinha uma das mãos segurando meu tornozelo, espalhando um calor suave pela minha pele. Algo me dizia que aquilo tinha relação com o fato de eu me sentir muito menos cansada do que deveria.

Ania estava sentada, confortável, no colo de Atenor, que lhe cheirava o pescoço sem se importar com o quarto cheio. Ragnar havia ganhado um bercinho ao lado das irmãs, mas Artemísia ainda o mantinha nos braços. Gustavo, Adrian, Adam — com Axel no colo — e Felipe haviam juntado cadeiras e conversavam sobre territórios.

Agora eu realmente começava a entender o significado de uma alcateia.

— Vamos, Vanessa. Sente-se para comer. — Eliz surgiu com uma bandeja repleta: um prato fumegante, pãezinhos, frutas, geleia e queijo.

— Eu não como tanto assim… mas obrigada. — Sentei-me, apoiando a bandeja no colo, surpresa ao perceber como consegui devorar quase tudo.

— Vou alimentar a pequena na sala pediátrica.

Quando abri a porta, um homem estava prestes a bater.

Senti a atmosfera mudar imediatamente. Todos no quarto ficaram atentos, fazendo com que ele se encolhesse um pouco.

O homem parecia ter corrido muito; estava suado, tentando recuperar o fôlego.

— Alfa… — ele olhou para Felipe, como se pedisse permissão para falar.

— Aqui todos são a porra de um Alfa. Fala logo. — Felipe respondeu, impaciente.

— Renegados estão vindo direto para o nosso território.

— Quantos? — Gustavo perguntou, já em alerta.

— Talvez uns cinquenta. Devem ter percebido que o número de machos diminuiu por causa do programa de acasalamento.

Felipe foi até Artemísia, beijou-a rapidamente em despedida e saiu, seguido por Gustavo e Adam.

— Ei! Nem me convidam para a festa? — Atenor brincou, tirando a fada do colo antes de segui-los.

Adrian colocou Axel em meus braços.

— Volto logo. — Ele me deu um beijo leve.

— Mãe, cuida dela.

— Nem precisava pedir, Adrian. Cuidem-se. — Eliz respondeu, enquanto eles já deixavam o quarto.

Algo apertou em meu peito.

— Não faça essa carinha. Nossos machos são mais fortes do que você imagina.

A fada falou com tranquilidade, como se aquilo fosse apenas mais um dia comum.

Aurin voltou apressado de sua saída.

— Ué! Cadê os machos?

— Foram lidar com uns renegados.

Ele saiu novamente às pressas, mas retornou logo em seguida.

— Liliane acordou… ainda não sei mais do que isso. Estou indo ajudar.

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