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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 298

Jamile

Aurin nem sequer precisou tocá-la. Apenas sua presença já era tão poderosa que parecia diminuir ainda mais o ambiente. Respiro fundo.

— Aurin, me escuta… isso não dará certo. — faço um gesto com a mão, indicando nós dois.

— Eu li todo o seu histórico e sei do seu primeiro vínculo. — ele diz diretamente. A voz do lobo se mistura à dele, deixando-a mais rouca… e perigosamente sedutora, mesmo que ele não perceba.

Pisquei, digerindo a informação. Não era algo de que eu me orgulhasse.

— Então não deveria estar aqui. — uso aquele tom firme que costumo aplicar nos rebeldes do hospital.

Mas não surte efeito.

— Eu não me importo em amar cada pedaço seu, Jamile… a profissional mandona, a loba quebrada… ou a mãe em luto que ainda vive aí dentro.

Minha mandíbula se contrai ao ouvi-lo falar daquele jeito, como se estivesse domando um animal selvagem.

— Eu não vou largar meu emprego para assumir um lar, Aurin.

Ele dá um passo à frente.

— Não te pedi isso. Se quiser, posso me mudar para o hospital… moramos os dois aqui.

Por um segundo, penso em abrir a porta e expulsá-lo. Mas hesito.

Ele se aproxima mais.

— Não importa o que você diga… — ele toca uma mecha molhada do meu cabelo — você não quer ser minha, não é? Então me diz… o que acontece comigo? Porque eu sou seu.

As mãos dele pousam na minha cintura.

— Então me quer… mesmo sem uma união formal? Sem o vínculo?

— Eu quero tudo isso. Mas aceito qualquer coisa que você esteja disposta a me dar.

Minhas pernas fraquejam. Ele não devia ser assim. Eu esperava uma luta, algo que me permitisse reagir, atacá-lo, expulsá-lo da minha vida.

— De verdade? Acha que consegue viver assim?

— Só vou te marcar quando você permitir, Jamile.

Empurro-o contra a cama. Ele se senta, ainda segurando minha cintura. Subo em seu colo e o beijo com fome; exatamente como eu vinha imaginando nos últimos dias.

As mãos dele percorrem minhas costas, descendo lentamente, até finalmente apertarem minha bunda com firmeza. O beijo se torna mais intenso, mais possessivo. Desço a mão, libertando seu membro, e me esfrego nele, sentindo minha própria excitação aumentar.

Aurin continua devorando meus lábios quando, de repente, suas asas se abrem rapidamente, me fazendo recuar um pouco.

— Desculpa… — ele as fecha. — Acontece quando me animo muito.

Percebo que é uma questão interna, não vou deixar meu macho inseguro.

— Posso tocar?

Minha mão se estende quase sem que eu perceba. Quando ele abre as asas novamente, deslizo os dedos por elas. A textura é surpreendentemente macia, aveludada.

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