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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 299

Felipe

Dois dias depois.

O lobo ensanguentado gritava os nomes de cada ancião que havia encomendado a morte dos filhotes de Aquiles.

Eu, pessoalmente, me encarregaria deles.

Artemísia me aguardava na reunião com o conselho.

Peguei o lobo retalhado e o joguei sobre o ombro. Os guerreiros vieram logo atrás, me acompanhando em silêncio.

***Artemísia

— Lembram que havíamos selecionado fêmeas para integrar o conselho? — anunciei. — Pois bem… elas se sentarão hoje.

A surpresa deles foi quase cômica.

Cadeiras sendo adicionadas. Olhares descrentes.

Na mente deles, nenhuma loba aceitaria aquele cargo.

Esperei, em silêncio, até que todas se acomodassem.

Então avancei.

— Chegou aos meus ouvidos algo… absurdo. Alguns de vocês encomendaram o assassinato dos meus sobrinhos.

O choque estampado nos rostos seria convincente… se eu não soubesse a verdade.

— Luna, quem faria tal coisa? — perguntou o mesmo lobo que ajudou a chicotear Felipe no dia em que cheguei a Garras de Gelo.

Cínico.

— Eu tenho provas. Um dos mercenários foi capturado.

Eles se entreolharam.

A preocupação finalmente apareceu.

Eles sabiam: eu não mentia.

— Luna… veja bem… — começou um deles — a decisão foi tomada para manter sua liderança em segurança.

Estalei a língua, inclinando levemente o rosto.

— Então vocês matariam meus sobrinhos… para me proteger? — pausei. — Não pensaram em me perguntar?

— Sabemos que é uma decisão difícil para uma fêmea — outro continuou — então fizemos parecer um ataque de renegados… para poupá-la.

Meu olhar esfriou.

— Pensamos no melhor para a alcateia — ele finalizou, abaixando a cabeça. — E aceitamos sua punição.

Mais quatro se levantaram, em silêncio, com as cabeças baixas.

Observei todos.

Cansada.

— Que bom saber que estão dispostos a aceitar suas punições — falei com calma. — Observem bem.

Apontei para eles.

— Mexer com a minha família não é uma opção. Nunca foi. Nunca será.

Levantei-me devagar, pegando a pasta de documentos à minha frente.

— Luna… obrigado por nos perdoar — disse um deles, já aliviado.

Sorri de leve.

— Oh, não… não é disso que se trata.

Dei um passo à frente.

— Eu sou apenas uma garota charmosa… aparentemente incapaz de tomar certas decisões difíceis.

Inclinei a cabeça.

— Mas a deusa me presenteou com um companheiro… que não sofre desse problema.

O pânico foi imediato.

Três deles se ajoelharam na mesma hora.

— Luna, por favor! Aceitamos qualquer castigo!

— Tenha misericórdia!

Ignorei.

Virei-me para sair.

A porta se abriu no mesmo instante.

Felipe entrou.

O corpo de um lobo retalhado arrastava sangue pelo chão. Ele o lançou sobre a mesa como um açougueiro descartando carne.

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