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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 34

Adam

Depois de um bom banho, deitei-me na cama, rolando de um lado para o outro sem conseguir dormir. Fechei os olhos e fiquei repassando o momento de intimidade entre Igor e Nara.

— Igor? Fale a verdade, ela é nossa companheira?

Senti o silêncio pesar em minha cabeça.

— Igor… — repito, já perdendo a paciência.

— O que você acha? Acha que eu sairia me ajoelhando para qualquer uma, humano lento?

Revirei minhas lembranças. Desde que pus os olhos em Eliz, meu lobo havia enlouquecido instantaneamente.

— Eu não sinto tudo o que me disseram que seria encontrar minha companheira destinada.

— Ela não vai se apresentar a um humano que não consegue manter o pau nas calças. E, se tentar forçar, é capaz de nossa fêmea fugir e nunca mais a vermos.

Um gelo percorreu minhas veias. No fundo, minha mente esperava montar meu harém, ter Eliz como Luna, com sua linhagem forte. Eu tinha tudo sob controle. Sempre me disseram que eu não teria direito a uma companheira destinada, eu me conformei, me preparei pra isso.

— Então você e Nara já se conectaram? — perguntei, realmente curioso.

— Não. Só podemos conversar… há um escudo ao redor da humana. — respondeu Igor, triste.

De repente, a surpresa virou frustração. Ela sabia que eu era seu companheiro e fugiu. E pior: não voltou sozinha. Aquele maldito escudo! Meu sangue ferveu. Ela era minha companheira. E quem era aquele loiro na nossa festa de casamento?Ele saciava seus cios no meu lugar?Eu já deveria ter filhos nesta altura. Em vez disso, ela estava se divertindo com outro?

A raiva me consumiu. Um calor subiu pelo meu corpo. Foi nesse instante que Eliz entrou no quarto, toda molhada. O vestido branco grudava em sua pele, transparente, revelando suas curvas. Seus cabelos colavam no rosto angelical. Avancei como se fosse para a guerra.

Eliz

Adam me empurrou contra a parede e começou a erguer a barra do meu vestido. Minhas mãos espalmadas em seu peito tentavam, em vão, contê-lo.

— Adam, para! — choraminguei, entendendo o que ele pretendia. — Você me prometeu…

Ele tirou o membro às pressas de seu moletom e em uma estocada profunda me penetrou de uma só vez, sem preparo algum. Doeu como o inferno. Ele parou um pouco percebendo que tinha acabado de romper minha virgindade.

Senti sua respiração e os feromônios ao redor, ele recomeçou, então veio a dor brutal, rasgando minhas entranhas. As lágrimas escorriam enquanto ele me tomava com violência. Continuei de pé, até que, na última investida, senti o latejar dentro de mim.

Ele se afastou, respirando pesado, como se enfim voltasse à consciência. Recolocou-se dentro do moletom eu pude ver o meu sangue manchando seu membro, ele me olhou, avaliando o que tinha feito. Eu estava encostada na parede, as pernas trêmulas, o vestido manchado pelo sangue que escorria em filetes pela coxa.

Passei as costas da mão no rosto, tentando secar as lágrimas. Olhei de volta para Adam. Seu corpo cansado denunciava o prazer alcançado. Seus olhos semicerrados, porém, pareciam me desafiar em silêncio.

E eu ergui o rosto… e o desafiei.

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