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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 38

Eliz

O jantar estava à minha frente: um bife bem passado e molho à campanha. Eu pensava em como Atenor se comportava feito cão ao lado de Ania, em Ajax desistindo das tarefas de Beta, e nos machos de Lívia que aceitaram dividir o leito por ela.

Por um momento senti saudade de quando Leon me tratava como princesa. Por um instante pensei que teria sido bonito me entregar a ele — romântico, perfeito, como ele. Suspirei e pedi ao servo que enchesse minha taça novamente. Já me sentia mais leve.

Levantei-me; a bebida pareceu o principal motivo, mas o servo tinha o mesmo olhar de Leon. Merda. Corri e fechei a porta atrás de mim. Ele bateu irritado, mas logo desistiu. Graças a Selene, fui para o banheiro, lavei o rosto e sentei-me na cama. Nara, alerta, ergueu as orelhas.

Ouvi o girar da chave. Adam entrou. O sorriso dele beirava o diabólico; um arrepio percorreu meu corpo e todos os meus pelos se eriçaram. Ele veio devagar. Eu recuei de costas, como se estivéssemos perfeitamente sincronizados.

— Você disse que este é o meu quarto, Adam. — falei, tentando soar calma.

— Não. Eu disse nosso quarto. — respondeu, subindo na cama de um lado, eu descendo do outro. — Onde pensa que está indo, minha Luna?

A ênfase no minha acionou todos os alarmes. Dei um salto, fui até a porta, corri pelo corredor. Ele veio logo atrás. Corri para trás do sofá.

— O que diabos você quer agora, Adam? Já não teve o que queria ontem à noite? — perguntei, a voz cortando o ar.

— Achei que você estivesse sentindo falta de um macho — rosnou. — Até o servo você estava alisando.

— Adam, por favor — supliquei.

Ele respondeu apenas com um rosnado, arrancando minha roupa, pressionando-se contra mim. A força dele era esmagadora; meu corpo doía, as lágrimas vinha. Lutei com cada fibra do meu ser. Nossos lobos nos abandonaram a nossa própria bagunça.

No entanto, no ápice do conflito, algo mudou: Adam parou. A respiração dele ficou irregular. Por um segundo, ficou claro que não era só possessão — havia raiva, frustração e, estranhamente, confusão. Ele segurou firme minhas pernas. Colocou seu membro em minha entrada e estocou profundamente.

— Seu desgraçado. — eu disse, ofegante, ferida no orgulho e no corpo. Ele não respondeu com mais violência. Em vez disso ele dava uma estocada profunda e se retirava devagar até que ele acelerou e por fim eu senti o latejar e a umidade dentro de mim. A cena terminou num silêncio pesado. Eu fiquei ali, a tremer. Ele se retirou lentamente, me levou pro banheiro com ele. Eu não resisti, apenas pensava em ler aquele maldito contrato e fortalecer minha matilha no Sul, pra fugir desse psicopata.

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