Eliz
O jantar estava à minha frente: um bife bem passado e molho à campanha. Eu pensava em como Atenor se comportava feito cão ao lado de Ania, em Ajax desistindo das tarefas de Beta, e nos machos de Lívia que aceitaram dividir o leito por ela.
Por um momento senti saudade de quando Leon me tratava como princesa. Por um instante pensei que teria sido bonito me entregar a ele — romântico, perfeito, como ele. Suspirei e pedi ao servo que enchesse minha taça novamente. Já me sentia mais leve.
Levantei-me; a bebida pareceu o principal motivo, mas o servo tinha o mesmo olhar de Leon. Merda. Corri e fechei a porta atrás de mim. Ele bateu irritado, mas logo desistiu. Graças a Selene, fui para o banheiro, lavei o rosto e sentei-me na cama. Nara, alerta, ergueu as orelhas.
Ouvi o girar da chave. Adam entrou. O sorriso dele beirava o diabólico; um arrepio percorreu meu corpo e todos os meus pelos se eriçaram. Ele veio devagar. Eu recuei de costas, como se estivéssemos perfeitamente sincronizados.
— Você disse que este é o meu quarto, Adam. — falei, tentando soar calma.
— Não. Eu disse nosso quarto. — respondeu, subindo na cama de um lado, eu descendo do outro. — Onde pensa que está indo, minha Luna?
A ênfase no minha acionou todos os alarmes. Dei um salto, fui até a porta, corri pelo corredor. Ele veio logo atrás. Corri para trás do sofá.
— O que diabos você quer agora, Adam? Já não teve o que queria ontem à noite? — perguntei, a voz cortando o ar.
— Achei que você estivesse sentindo falta de um macho — rosnou. — Até o servo você estava alisando.
— Adam, por favor — supliquei.
Ele respondeu apenas com um rosnado, arrancando minha roupa, pressionando-se contra mim. A força dele era esmagadora; meu corpo doía, as lágrimas vinha. Lutei com cada fibra do meu ser. Nossos lobos nos abandonaram a nossa própria bagunça.
No entanto, no ápice do conflito, algo mudou: Adam parou. A respiração dele ficou irregular. Por um segundo, ficou claro que não era só possessão — havia raiva, frustração e, estranhamente, confusão. Ele segurou firme minhas pernas. Colocou seu membro em minha entrada e estocou profundamente.
— Seu desgraçado. — eu disse, ofegante, ferida no orgulho e no corpo. Ele não respondeu com mais violência. Em vez disso ele dava uma estocada profunda e se retirava devagar até que ele acelerou e por fim eu senti o latejar e a umidade dentro de mim. A cena terminou num silêncio pesado. Eu fiquei ali, a tremer. Ele se retirou lentamente, me levou pro banheiro com ele. Eu não resisti, apenas pensava em ler aquele maldito contrato e fortalecer minha matilha no Sul, pra fugir desse psicopata.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...