Adam
Antes do amanhecer, já estava em marcha para o palácio.
O caso do renegado e do harém de fêmeas raptadas havia tomado proporções enormes, e eu o entregaria pessoalmente ao rei. Ele levaria o caso adiante.
Normalmente, apenas deixo os prisioneiros e volto. Mas, desta vez, o rei pediu minha presença.
— Meu rei. — Fiz a reverência de costume.
Lucien me observou com aquele olhar que parecia exigir mais palavras. Mas, até onde me lembrava, tudo que precisava já havia sido relatado nos documentos diários.
— Quero saber como vai com sua companheira.
Eu devia ter esperado por isso.
— Estamos nos conhecendo novamente. Mas vamos indo.
O rei arqueou a sobrancelha, enigmático como sempre.
— Bem, tenho um convite para você e sua Luna. — O sorriso frio de canto denunciava que não era pedido, era ordem. — Vou realizar uma cerimônia no castelo para apresentar vocês como o novo casal Supremo.
O que ele queria era simples: afirmar seu poder exibindo um casal influente em sua corte. Lucien fora treinado desde pequeno para, além de forte fisicamente, ser exímio político. Essa habilidade havia evitado muitas guerras.
Não havia como me esquivar. Apenas assenti com a cabeça, e o clima pareceu mais leve.
— Estou feliz que vocês se entenderam. — O gama Antero se aproximou, acompanhado do Beta Amiel.
De perto, reconheci Amiel. Ele havia dançado com Eliz em meu casamento.
— Obrigado, Gama Antero.
— E como vai Eliz? — perguntou Amiel, descarado.
O Beta tinha fama de levar todas as fêmeas ao seu leito. O pior era que elas corriam atrás dele como abelhas ao mel. Será que minha fêmea é uma de suas conquistas?
O interesse de todos pela minha Luna era constrangedor.
Desde os meus oito anos, perguntavam como Eliz estava, onde estava. Até os doze, quando ela ainda era rechonchuda e fofinha, eu brincava com ela por pura inocência, como uma irmã.
Quando um amigo me explicou o que era realmente o acasalamento, me afastei. E até o dia em que ela fugiu, eu só conseguia enxergá-la dessa forma.
Afastei as memórias. Preciso focar em como derrubar o escudo que ela ergueu ao seu redor. Ou, ao menos, plantar minha semente em seu ventre o mais rápido possível.
Como manterei ao meu lado uma loba que tem Amiel por perto e atravessa paredes como quem atravessa portas?
**Eliz
O ardor em minha intimidade ainda persistia. Adam nem de longe era pequeno… e estava usando o sexo como punição.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.