Vanessa Bragança
Chorei abraçada a Adrian até pegar no sono. Quando acordei, ainda estava em seus braços, enquanto ele acariciava suavemente minha cabeça.
Ergui um pouco o corpo e me arrastei até seus lábios, beijando-o lentamente. Eu precisava tanto do seu calor… entendendo minha necessidade, suas mãos começaram a percorrer minhas costas, deixando um rastro quente e formigante sob a ponta dos dedos.
Fui abrindo caminho com uma trilha de beijos delicados por seu queixo e pescoço. Em resposta, senti o despertar do seu corpo sob o meu.
Será que meu toque tinha o mesmo efeito nele por sermos companheiros?
Decidi investigar o corpo do meu lobo. A cada toque, sua pele se arrepiava. Aquilo era, sem dúvida, um sim. Um cheiro delicioso me envolveu — pensei que fosse perfume, até perceber que vinha da própria pele dele.
Lambi e chupei cada pedaço com devoção, ansiando por sentir seu gosto. Queria mostrar o quanto era grata por cada carícia. Mordisquei suas coxas musculosas e avancei lentamente até onde ele mais ansiava. Lambi a glande inchada e rosada, passando a língua com curiosidade. Adrian segurou meu cabelo, querendo ver exatamente o que eu fazia, e mantive meus olhos nos dele.
Me posicionei sobre seu membro, escorregando-o em minha entrada já encharcada, mostrando o quanto o queria ali. Ele não resistiu. Ergueu o corpo e me abraçou com força enquanto eu me movia sobre ele, sentindo-o dentro e fora de mim, como se fôssemos um só.
O calor dele me envolveu e um tremor tomou meu corpo. Joguei a cabeça para trás, rendida, ansiosa. Adrian abocanhou meus seios, sugando um e depois o outro. Dessa vez foi diferente… senti como se o orgasmo fosse me consumir por inteiro. Minhas pernas ficaram moles, e meu corpo implorava por mais.
Ele segurou firme minha cintura e encontrou seu alívio, mas isso apenas despertou ainda mais o meu desejo.
Adrian lambeu minha clavícula e deixou mordiscadas suaves em meu pescoço.
— Por favor, Adrian… — implorei, sem saber exatamente pelo quê.
— Você está cansada. Descanse um pouco — senti seu corpo enrijecer sob o meu.
— Quer… que eu saia para descansar?
— Não… — sussurrei, me aninhando contra ele, minha tábua de salvação em meio ao caos.
Senti seu corpo relaxar em alívio.
***Artemísia***
Minha cabeça tentava alcançar todas as possibilidades do que eu tinha feito, o contrato estipulava que meu primeiro encontro com Felipe tinha que ser na frente dos anciãos, com toda a matilha por testemunha.
— Liberem a entrada — ordenei pelo elo mental aos guerreiros que vigiavam os limites da alcatéia.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.