Eliz
Adam continuava me olhando, o rosto chegando tão perto do meu que quase senti sua respiração em minha boca.
— Vai tomar um banho, Eliz. — a voz dele era carregada de raiva. — Eu não vou foder minha fêmea com o cheiro de outro macho.
O tom era duro, mas a ereção evidente sob suas calças dizia o contrário. Hesitei. O olhar dele escureceu. De repente, agarrou meus cabelos com tanta força que senti alguns fios se soltarem em sua mão.
— Vamos deixar uma coisa clara. — ele cuspiu as palavras, cada sílaba marcada de rancor. — Você poderia ter dado essa buceta a qualquer macho nesses seis anos, mas tanto você quanto eu sabemos que estamos prisioneiros um do outro.
— Adam, por favor... — solucei, enquanto ele me arrastava pelos cabelos até o banheiro. — Você também está cheirando a outra fêmea.
As lágrimas desceram pelo meu rosto.
— Acontece que eu sou um macho em idade de acasalar. — sua voz era cruel, mas também havia uma confissão. — Você fugiu, Eliz. Sabia que eu não poderia me casar ou ter herdeiros até encontrar você.
Enxuguei o corpo com a toalha, tentando recuperar o mínimo de dignidade. Ele fez o mesmo, com a calma de quem tinha o controle.
Meu coração estava descompassado. Abri o guarda-roupa, na ilusão de escapar dele naquela noite, mas sua mão forte fechou a porta com violência. As veias saltadas em seu braço revelavam a força contida até então.
Ele acariciou meu seio, provocando prazer, mais depois apertou meu mamilo com crueldade.
— Já ouviu falar de algum Alfa Supremo rejeitado e abandonado, Eliz? — sua voz era um rugido de fúria. — Seis anos! Ouvi todos os tipos de piadas, fui chamado de fraco. Você me humilhou diante do reino inteiro.
O aperto aumentou, arrancando de mim um grito alto.
Mas ele não perde por esperar. Se acredita que passarei a vida inteira sendo apenas dele enquanto ele se deita com outras fêmeas, cairá feio do cavalo.
Ele voltou, sério.
— Levante, vá se limpar. E volte pra cama.
Obedeci em silêncio. Quando me deitei na beira da cama, de costas para ele, senti seu braço forte me puxar para junto de seu corpo.
E, maldito seja, meu corpo relaxou ao sentir o calor do dele.
Eu podia odiar Adam com todas as minhas forças... mas meu corpo, esse traidor, ainda ousava desejar o toque do meu carrasco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...