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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 44

Adam

Eliz dormia, imóvel, como se fosse uma estátua só para não encostar em mim. Nem no sono a teimosa me queria. Selene, por que me entregou justamente a fêmea mais difícil de todo o reino?

Eu já estava pronto para sair quando ela se mexeu na cama. Virei apenas para dar uma última olhada… e, claro, recebi de novo a ricocheteada do vínculo. Ele saía de mim, batia no escudo dela e voltava com força, esmagando meu peito. Um lembrete constante de que ela me rejeitava.

Meu corpo não reagia nem com Cássia, por quem já ansiei tanto. O fogo de Eliz, quando a tomo, é a única coisa genuína que ela me entrega. Agora, começou a se esfregar em outro. Se meu corpo não responde a outras fêmeas, o dela também não deveria responder a outros machos. Ou fez de propósito só para me irritar?

No escritório, Ayleen me entregou um documento.

— Senhora Kaia estava aqui tentando entrar a todo custo no seu escritório quando uma loba entregou. Ela me defendeu espero que não tenha entrado em problemas ...

Aquilo me chamou a atenção. Kaia já sabe que não a quero mais. E nunca permiti sua presença no meu escritório justamente por causa de Ayleen. Agora, ver Eliz defendendo-a, e ainda Ayleen preocupada com Eliz? Estranho.

— Eu cuido disso. Obrigado, Ayleen.

Olhei para ela e me lembrei da primeira vez que mandei se ajoelhar no meu escritório. Secretária habilidosa… e, sob pressão, uma chupadora profissional. Talvez com ela meu corpo reagisse?

Fechei as persianas, sentei-me na cadeira e a chamei. Ela veio com a mesma elegância de sempre: maquiagem leve, salto marcando o chão, saia justa na medida certa. Tentava parecer séria, mas eu sabia o que tinha por baixo daquela fachada.

— Ajoelhe.

— Vai me demitir?

Pensei rápido. Ayleen conseguiu o emprego por mérito. Não seria justo tirar o sustento dela, mas também não daria para mantermos esse convívio.

— Só vou transferi-la para outro setor. — Fiz uma pausa, soltei um leve sorriso arrogante. — E enviarei uma compensação generosa.

Ela arregalou os olhos, corando. Se levantou devagar, sem conseguir disfarçar a tristeza, e saiu como se tivesse levado uma rasteira. Sua aura me atingiu, mas era melhor assim.

Melhor cortar pela raiz do que prolongar algo fadado ao fracasso. Além disso, eu não tenho tempo para consolar secretárias. Eu sou o Supremo. E o Supremo não falha — mesmo que, às vezes, meu corpo insista em discordar.

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