Kaia
Indo para a cozinha, escutei a conversa das ômegas:
— Você tem certeza, Vera? Que lástima pela senhora Eliz…
— Eu também acho… mas não tenho coragem de contar algo assim — ela suspirou — A mulher do Gama estava escolhendo uma mansão que coubesse uma academia bem equipada para Kaia, um laboratório de última geração, e parece que tem mais uma fêmea do escritório dele envolvida.
Enquanto as duas lastimavam a sorte da Eliz, eu estava radiante. Valeu a pena todo o meu sacrifício. Adam e eu temos a mesma idade, e quando minha mãe morreu e cheguei aqui,
percebi a diferença entre morar em tendas e cabanas no meio da floresta e ter contato com todo o luxo que um Supremo pode oferecer.
No começo, Adam não me queria, em respeito ao seu pai e ao meu, que são irmãos. Mas fiz de tudo: primeiro me fiz de vítima para que ele me consolasse; depois usei roupas curtas e decotadas; e, por fim, dei uma bebida com afrodisíaco a ele… até que Eliz nos pegou. Adam, com seu senso de responsabilidade, não cedeu, afinal ele foi meu primeiro macho. Saí de onde estava escondida, de ponta de pé, e depois voltei fazendo barulho.
Bem… essa notícia não seria tão boa se eu não pudesse esfregar na cara da Eliz, não é verdade? Aquela água de salsicha… mas preciso contar de um jeito que Adam não fique bravo. Huum.
***Eliz**
Acordei; Adam já tinha ido embora, mas seu perfume ainda cobria minha pele, mesmo após o banho relaxante que tomei.
— A senhora tem visita — avisou uma serva.
— Já estou descendo — respondi, colocando um vestidinho solto, um dos que Adam me presenteou.
Meu pai me esperava na sala, com o rosto apreensivo. Mudou a expressão ao me olhar e inalar meu cheiro — ele soube. Senti o calor da vergonha subir.
Ela entrou e se sentou.
— Bom dia, Kaia. O que te trouxe aqui? — nada de bom, pensei desconfiada.
— Eu vim pedir perdão pelo meu comportamento eu sei que estava errada. — ela realmente estava com cara de derrota. Mas Nara ainda estava desconfiada
— Não precisa se desculpar por nada Kaia, vamos enterrar o passado e não falar mais nisso, por favor.
Ela fez uma cara de alívio. E o que falou a seguir congelou meus ossos.
— Que bom ouvir isso Luna Eliz, — ela se levanta colocando a bolsa chanel no ombro— eu estava morrendo de medo de você me colocar no quartinho de empregadas no Harém que o Adam está montando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...