Eliz
Nara se levantou em minha mente:
— Não confie nessa mentirosa.
— Tínhamos um trato, Nara. Se ele fez isso, vamos embora, e você não falará mais nada com o lobo dele, entendeu?
— Você tem que ter certeza… essa loba é uma sarnenta.
Olhei com cautela para Kaia.
— Você falou "harém"?
— Sim. Adam está montando uma mansão para mim e mais duas fêmeas — disse ela, com uma cara inocente — Você sabia, né? Afinal, é a Luna quem tem direito de administrar os horários e dias do Supremo com cada fêmea.
Coloquei um sorriso amarelo no rosto e me levantei, abrindo a porta.
— Não se preocupe. Eu tratarei todas as fêmeas do harém com a mesma medida.
Assim que fechei a porta, subi os degraus correndo, peguei meu celular e liguei para Vera, a ômega da casa da matilha.
— Vera, Kaia chegou aqui falando de um harém. Você ouviu alguma coisa sobre isso?
Ela ficou calada, hesitou… isso já era uma resposta. Ainda assim, eu queria ouvi-la falar. O sangue circulava tão rápido pelo meu corpo que eu conseguia ouvir o latejar na minha cabeça.
— Vera? — perguntei.
— Ouvi, Luna… fui servir na casa do Gama e escutei que a fêmea dele está ajudando a decorar uma mansão que coubesse as fêmeas do Supremo… Por favor, não se mete em confusão com o Supremo.
— Não se preocupe… obrigada por confiar em mim, Vera.
— Luna, quem manda em todo harém é você. Não fique triste, nem deixe Kaia tirar sua paz.
— Certo, Vera, obrigada. — Eu sabia que ela tentava me consolar, mas suas palavras soaram tão amargas quanto as de Kaia.
Olhei para o quarto de Adam. Mas… que diabos eu esperava desse lobo, afinal?
— O que houve? Por que está me abandonando assim?
— Já estamos formalmente ligados, Adam, e já nos marcamos conforme o contrato exige. Pela semana que tivemos, talvez eu já tenha carregado um filhote. Não preciso mais ficar naquela casa com você.
— Como assim? Você é minha Luna, deve morar comigo.
— Se eu quiser e me sentir confortável, diz o contrato. E você sempre quis apenas um filhote. Quando ele nascer, eu coloco na sua porta.
Rosnei alto. Que tipo de mãe é essa? Será que ela leva levianamente a tarefa de ser mãe de um Supremo de duas matilhas?
— Eu conheço o contrato de cor, Eliz… — minhas orelhas de lobo baixaram involuntariamente — Você não vai querer criar seu próprio filhote?
— Eu não quero nada que me lembre de você, seu lobo arrogante e prepotente.
Meu lobo se sentou, chocado, tanto quanto eu, pois Nara também não permitiu seu contato.
Fiquei ali, vendo ela ir embora. Pela primeira vez em toda minha vida, eu não tive reação. Algo dentro de mim se quebrou e vários pedaços.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...