Eliz
Nara se levantou em minha mente:
— Não confie nessa mentirosa.
— Tínhamos um trato, Nara. Se ele fez isso, vamos embora, e você não falará mais nada com o lobo dele, entendeu?
— Você tem que ter certeza… essa loba é uma sarnenta.
Olhei com cautela para Kaia.
— Você falou "harém"?
— Sim. Adam está montando uma mansão para mim e mais duas fêmeas — disse ela, com uma cara inocente — Você sabia, né? Afinal, é a Luna quem tem direito de administrar os horários e dias do Supremo com cada fêmea.
Coloquei um sorriso amarelo no rosto e me levantei, abrindo a porta.
— Não se preocupe. Eu tratarei todas as fêmeas do harém com a mesma medida.
Assim que fechei a porta, subi os degraus correndo, peguei meu celular e liguei para Vera, a ômega da casa da matilha.
— Vera, Kaia chegou aqui falando de um harém. Você ouviu alguma coisa sobre isso?
Ela ficou calada, hesitou… isso já era uma resposta. Ainda assim, eu queria ouvi-la falar. O sangue circulava tão rápido pelo meu corpo que eu conseguia ouvir o latejar na minha cabeça.
— Vera? — perguntei.
— Ouvi, Luna… fui servir na casa do Gama e escutei que a fêmea dele está ajudando a decorar uma mansão que coubesse as fêmeas do Supremo… Por favor, não se mete em confusão com o Supremo.
— Não se preocupe… obrigada por confiar em mim, Vera.
— Luna, quem manda em todo harém é você. Não fique triste, nem deixe Kaia tirar sua paz.
— Certo, Vera, obrigada. — Eu sabia que ela tentava me consolar, mas suas palavras soaram tão amargas quanto as de Kaia.
Olhei para o quarto de Adam. Mas… que diabos eu esperava desse lobo, afinal?


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