Eliz
Resolvi aproveitar o tempo que estou na minha matilha; conhecendo o egocêntrico, logo ele acharia alguma forma de me ameaçar e me levar de volta.
Vasculhei cada centímetro do nosso território com meu pai, dei algumas ideias e seguimos para as estufas — prontas e cheias de mudas crescendo a todo vapor.
— A primeira leva estará pronta daqui a uns dois meses. —
— Estou orgulhoso da fêmea que você se tornou. — o olhar atento do meu pai acompanhava as estufas. — As fêmeas estão orgulhosas de conseguirem lutar, e meus guerreiros falam delas com orgulho nos olhos.
— Sei que Adam foi treinado para ocupar seu lugar, caso aconteça algo inesperado. Mas eu quero isso. — falei.
Ele me olhou surpreso e assentiu, pensativo. Algumas fêmeas entraram na estufa naquele momento.
— As que estão trabalhando nas estufas estão orgulhosas por terem seu próprio sustento. Muitas dizem que amam sair de casa e mexer nas ervas... Você fez isso. Se for isso que realmente quer, posso mudar os documentos. — disse ele.
Fiquei vermelha com o reconhecimento — algo que sempre desejei. As lágrimas vieram, mas as contive.
— Obrigada. — ele passou a mão por cima do meu ombro.
— Não me agradeça. Tenho até pena dos desafios que você terá. Lembre-se: Adam tem voto em quase todo negócio da nossa família. E um lobo desprezado não costuma ser tolerante.
Adam

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