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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 57

Adam

— Você viu o que fez! — eu rosnei, corando. Peguei Kaya pelos ombros e sacudi-a. — Nunca mais quero te ver na minha frente, sua louca.

Não adiantava ficar ali; quanto mais tempo eu passasse com Kaya, maiores seriam as chances de Eliz fugir. Entrei correndo na garagem e peguei outro carro, pedindo à deusa que ela tivesse ido para a casa dos pais — porque eu nem queria imaginar se ela pedisse ajuda àquela amiga com asas; nunca mais veria minha companheira.

Acelerei ainda mais; meu lobo, à flor da pele

já imaginava passar anos sem contato com ela novamente. Ao chegar à matilha do Sul, um alívio momentâneo me envolveu ao ver o carro estacionado perto da casa de Godric.

— O que você aprontou com a minha filha dessa vez, Adam? — perguntou ele.

— Eu não fiz nada. Sua filha tem um péssimo hábito de fugir em vez de resolver as coisas.

Ele olhou para mim sério, um momento que pareceu durar uma eternidade, e então liberou minha passagem com um aceno. Indicou com o rosto que ela estava no quarto. Segui até lá.

Minha fêmea tinha algumas garrafas de cerveja vazias ao lado e bebia no gargalo de outra. Nada lembrava a fêmea glamourosa da cerimônia; ainda assim a atração era magnética — senti até meus ossos vibrarem.

— Parado! — ela levantou a mão na minha direção e tomou outro gole. — Você fede a Kaia. Tire a roupa.

Foi inusitado, mas não foi difícil para mim. Tirei a roupa; ela varreu meu corpo com os olhos. Uma parte de mim ficou muito animada com sua atenção.

— Direto para o banheiro, Adam, e esfregue-se bem — ela ordenou — não quero sentir o cheiro daquela cadela.

Abri a boca para questionar e fui imediatamente silenciado.

— Calado, Adam! — ela apontou o indicador no ar. — Este é território do Sul.

Somente meu pai tinha me mandado calar a boca em toda a minha vida — e nunca depois que eu fui maior de idade. Tomei um banho com o sabonete e o xampu dela, esfreguei a pele até eliminar o vestígio de Kaia. Sequei-me e voltei até ela com a toalha enrolada na cintura.

— Podemos conversar agora?

— Você quer conversar, Adam? — começou ela. — Você me traiu no passado e me tratou mal.

— Eu não sabia que você era minha companheira naquela época.

— Você deixou meu servo à mercê, porque ele tinha olhos azuis e se parecia com algum amante seu.

Eliz foi até o guarda-roupa, abaixou-se e pegou algo: uma fina corrente de prata.

— Coloque as mãos à frente — ela ordenou.

Eu hesitei.

— O quê? Medo de uma pequena fêmea, Supremo? — ela apontou para a porta. — Então vá embora.

Coloquei as mãos à frente. Eu realmente me submeteria a qualquer capricho, contanto que ela não fosse embora. Ela amarrou meus pulsos; a prata ardeu na minha pele. Meu consolo foi saber que ela também sentia meu desconforto.

Ela me acariciou do peito ao baixo ventre.

— Você é realmente um macho muito bonito, Adam.

As palavras dela traziam fúria e paixão ao mesmo tempo.

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