Eliz
As imagens grudaram na minha cabeça: os sorrisos, os passeios, Kaia de camisola no alto da escadaria — ele sorria com ela.
Comigo era tudo brutalidade; achei que esse fosse o jeito dele, poi eu quase não tinha seu afeto. Nunca tive.
Estacionei o carro, passei direto pelos meus pais — que me olharam como se tivessem avistado um fantasma — e fui para a cozinha. Peguei as cervejas e subi para o meu quarto.
Sentei-me com o vestido delicado e a lingerie que Mika me tinha dado; coloquei as garrafas ao lado e comecei a descarregar minha raiva.
Em algum momento Adam chegou, trazendo o cheiro da vira-latas — Kaia — mas hoje isso não importava.
Por que me negar ao que ele vinha oferecendo? Retirei a toalha para apreciar a obra de arte que Selene havia feito para mim.
— Eliz...— levantei o dedo indicador e o balancei em negativa, com um som de negativa estalando a língua— eu não quero sentir o cheiro daquela cadela.
Apontei a direção do banheiro.
Ele voltou querendo conversar? E desde quando ele conversou alguma coisa comigo? idiota, esse navio partiu e ele nem percebeu. Eu consigo sentir a necessidade, a ansiedade dele.
Ele volta enrolado em uma toalha na cintura as gotas de água escorrendo pelo seu corpo.
Por quê me negar ao que ele anda distribuindo, retiro a toalha, para apreciar a obra de arte de Selene feita pra mim.
Pego uma fina corrente de prata.
— Você realmente é um macho muito bonito, Adam. Coloque as mãos pra frente.
Ele exita. Seus olhos escurecem, seus músculos ficam tensos.
— Então vá embora.— Aponto pra porta. Ele não responde apenas, apenas coloca os dois punhos juntos a minha frente. E eu amarro a corrente.
Circulei-o e arranhei suas costas com as garras; a pele ficou vermelha e gotejou sangue. Seu pequeno gemido me deu prazer. Fiz o que tive vontade de fazer desde a primeira vez que vi aquele abdômen trincado: mordi cada gominho definido. Seu membro, grande e grosso, brilhava úmido com o líquido pré-ejaculatório.
— Deite — ordenei. Vi-o mover-se, a parte ereta brilhando e vermelha. Com as mãos amarradas à frente, senti-me poderosa. Segurei firme a corrente e puxei-a acima da cabeça dele, prendendo-a à cabeceira. Tirei totalmente o vestido, oferecendo-lhe a visão do meu corpo; o membro dele inchou ainda mais. Segurei-o e deslizei para dentro sem dificuldade.
— Seu pau é muito gostoso, Adam. Me faz sentir completamente preenchida.
Ele gemeu enquanto eu subia e descia, dando-lhe uma visão privilegiada da nossa intimidade em movimento. Nossos corpos suavam; eu porém negava seu orgasmo sempre que o sentia perto.
Levantei-me até a altura do rosto dele e me abaixei.
— Me faça gozar na sua boca — pedi.
Ele sugou meu monte, depois moveu a língua e se ajustou perfeitamente. Rebolei com maestria para ajudá-lo; quando gozei, ele ainda queria alívio. Desci e comecei a massageá-lo delicadamente, brincando nos testículos com lambidas e pequenas mordidas. Os uivos de Adam ecoaram pela matilha.
Depois de fazê-lo gozar inúmeras vezes durante a noite, próximo ao amanhecer, finalmente permiti sua liberação completa. Subi sobre ele e fiz os movimentos que ele mais gostava, sentindo seus espasmos e os jatos grossos dentro de mim. Nosso êxtase tão grande que o mordi, misturou sangue e saliva — agora ele é meu.
Adam rugiu como fera enjaulada. Logo, um grande estrondo sacudiu a porta do meu quarto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...