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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 58

Eliz

As imagens grudaram na minha cabeça: os sorrisos, os passeios, Kaia de camisola no alto da escadaria — ele sorria com ela.

Comigo era tudo brutalidade; achei que esse fosse o jeito dele, poi eu quase não tinha seu afeto. Nunca tive.

Estacionei o carro, passei direto pelos meus pais — que me olharam como se tivessem avistado um fantasma — e fui para a cozinha. Peguei as cervejas e subi para o meu quarto.

Sentei-me com o vestido delicado e a lingerie que Mika me tinha dado; coloquei as garrafas ao lado e comecei a descarregar minha raiva.

Em algum momento Adam chegou, trazendo o cheiro da vira-latas — Kaia — mas hoje isso não importava.

Por que me negar ao que ele vinha oferecendo? Retirei a toalha para apreciar a obra de arte que Selene havia feito para mim.

— Eliz...— levantei o dedo indicador e o balancei em negativa, com um som de negativa estalando a língua— eu não quero sentir o cheiro daquela cadela.

Apontei a direção do banheiro.

Ele voltou querendo conversar? E desde quando ele conversou alguma coisa comigo? idiota, esse navio partiu e ele nem percebeu. Eu consigo sentir a necessidade, a ansiedade dele.

Ele volta enrolado em uma toalha na cintura as gotas de água escorrendo pelo seu corpo.

Por quê me negar ao que ele anda distribuindo, retiro a toalha, para apreciar a obra de arte de Selene feita pra mim.

Pego uma fina corrente de prata.

— Você realmente é um macho muito bonito, Adam. Coloque as mãos pra frente.

Ele exita. Seus olhos escurecem, seus músculos ficam tensos.

— Então vá embora.— Aponto pra porta. Ele não responde apenas, apenas coloca os dois punhos juntos a minha frente. E eu amarro a corrente.

Circulei-o e arranhei suas costas com as garras; a pele ficou vermelha e gotejou sangue. Seu pequeno gemido me deu prazer. Fiz o que tive vontade de fazer desde a primeira vez que vi aquele abdômen trincado: mordi cada gominho definido. Seu membro, grande e grosso, brilhava úmido com o líquido pré-ejaculatório.

— Deite — ordenei. Vi-o mover-se, a parte ereta brilhando e vermelha. Com as mãos amarradas à frente, senti-me poderosa. Segurei firme a corrente e puxei-a acima da cabeça dele, prendendo-a à cabeceira. Tirei totalmente o vestido, oferecendo-lhe a visão do meu corpo; o membro dele inchou ainda mais. Segurei-o e deslizei para dentro sem dificuldade.

— Seu pau é muito gostoso, Adam. Me faz sentir completamente preenchida.

Ele gemeu enquanto eu subia e descia, dando-lhe uma visão privilegiada da nossa intimidade em movimento. Nossos corpos suavam; eu porém negava seu orgasmo sempre que o sentia perto.

Levantei-me até a altura do rosto dele e me abaixei.

— Me faça gozar na sua boca — pedi.

Ele sugou meu monte, depois moveu a língua e se ajustou perfeitamente. Rebolei com maestria para ajudá-lo; quando gozei, ele ainda queria alívio. Desci e comecei a massageá-lo delicadamente, brincando nos testículos com lambidas e pequenas mordidas. Os uivos de Adam ecoaram pela matilha.

Depois de fazê-lo gozar inúmeras vezes durante a noite, próximo ao amanhecer, finalmente permiti sua liberação completa. Subi sobre ele e fiz os movimentos que ele mais gostava, sentindo seus espasmos e os jatos grossos dentro de mim. Nosso êxtase tão grande que o mordi, misturou sangue e saliva — agora ele é meu.

Adam rugiu como fera enjaulada. Logo, um grande estrondo sacudiu a porta do meu quarto.

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