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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 59

Eliz

Nossos corpos suados e exaustos exalavam um cheiro tão intenso que parecia um afrodisíaco irresistível. A veia pulsante em seu pescoço chamou minha atenção e eu mordi. O gosto tinha um poder inebriante. Ainda estava em êxtase com todas as sensações que me dominavam quando a porta foi arrombada.

Dois pares de olhos bem conhecidos — Godric e Cedric — entraram como se estivessem brigando. Louvei o rápido raciocínio de Adam: ele puxou os braços acorrentados, quebrou a cabeceira da cama e, em seguida, passou-os por cima de mim, me abraçando e protegendo dos olhares dos dois.

Fiquei imóvel, afinal ele ainda estava profundamente dentro de mim. Os dois apenas viraram as costas e saíram, descendo as escadas ainda discutindo. Encostei a cabeça no peitoral dele, tentando acalmar a respiração. Foi então que percebi o sangue escorrendo da mordida.

Algo magnético me moveu. Comecei a lamber a ferida como um gato lambe os pelos, calma e instintivamente. Minha loba ronronava, me enchendo de prazer ao sentir o gosto e a textura da pele dele. Aos poucos, percebi meu ventre aquecer e o membro dele voltar a ficar rijo dentro de mim. Só então me dei conta da posição íntima em que estávamos. Levantei o rosto e encontrei Adam acima de mim, satisfeito.

— O quê? Agora você é tímida? — ele provocou.

Não respondi. Não era timidez, mas eu jamais imaginara ser vista assim por meu pai e meu sogro. Apenas abaixei a cabeça, trazendo seus braços para frente e retirando a corrente de prata.

Fui tomar banho, mas logo ele apareceu atrás de mim. Que diabos esse lobo tem? Será que isso é algum fetiche? Esse negócio de me dar banho o tempo todo… Tentei afastar suas mãos, mas sem sucesso. Seu momento submisso já tinha acabado.

Adam

Eu fui marcado.

Passei a mão na marca vermelha diante do espelho, ainda sem acreditar. Nem toda fêmea consegue esse feito. Igor, dentro da minha mente, estava em êxtase, orgulhoso.

“Será que ela fez isso por amor ou por raiva?” — questionei.

— Não importa — ele respondeu, satisfeito. — O importante é que temos uma companheira para o resto da vida.

Quando saí do banheiro, Eliz já estava vestida, me esperando para descermos e encarar nossos pais.

Eles logo explicaram que meu pai fora avisado de que eu estava atrás de uma Eliz em fuga e ligou para o pai dela. Este, por sua vez, achou que eu poderia estar me excedendo na casa de Godric. Já Godric acreditava que eu a estava submetendo à minha vontade a noite inteira e, quando ouviu meu último uivo, temeu que eu tivesse matado sua filha.

Em resposta, ergui meu pão com uma mão de cada lado, deixando à mostra as cicatrizes de prata nos pulsos. Levantei uma sobrancelha em desafio.

— Vocês pareciam estar se entrosando bem lá em cima — Godric comentou, sorrindo de canto para a filha.

— Viu, amor? Não vai ter como ficar longe… — falei, encarando-a com meu sorriso mais inocente.

— Vai me dizer que nunca teve sexo casual antes, Adam?

— Nenhuma que me marcasse. — puxei a gola da camisa e revelei a mordida ainda vermelha, viva.

Todos os olhos, antes baixos, se ergueram e se cravaram no meu pescoço. Sorri, satisfeito, diante da expressão assassina da minha Luna.

A boca dela se abriu, mas antes da resposta escutamos o alarme de invasores.

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